
Entrada do Banco Central do Brasil em Brasília (Foto: Instagram)
Em agosto de 2026, as contas externas brasileiras registraram déficit de US$ 5,1 bilhões, uma alta de 34,2% em relação aos US$ 3,8 bilhões apurados no mesmo mês de 2025. O Banco Central divulgou na segunda-feira (28.set.2026) o relatório “Estatísticas do Setor Externo”, que considera saldos da balança comercial, serviços pagos ao exterior e fluxos de renda, incluindo juros, lucros e dividendos.
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Em agosto, o déficit de serviços somou US$ 5,3 bilhões, alta de 28,2% sobre os US$ 4,1 bilhões de 2025. As despesas líquidas de transporte cresceram 28,3%, para US$ 1,5 bilhão, e de propriedade intelectual avançaram 52,4%, a US$ 1 bilhão. Telecomunicações, computação e informação tiveram aumento de 128,2%, atingindo US$ 1,3 bilhão, e aluguel de equipamentos subiu 6,6%, para US$ 1,1 bilhão. Viagens internacionais registraram receita de US$ 0,9 bilhão e gasto de US$ 1,9 bilhão.
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A conta de renda primária mostrou déficit de US$ 7,0 bilhões em agosto de 2026, ante US$ 5,4 bilhões no mesmo período de 2025. As saídas líquidas com lucros e dividendos de investimentos diretos e em carteira somaram US$ 5,9 bilhões, enquanto os pagamentos líquidos de juros atingiram US$ 1,1 bilhão, 12,8% abaixo dos US$ 1,2 bilhão registrados em agosto de 2025.
No comércio de bens, o superávit foi de US$ 6,6 bilhões em agosto de 2026, superior aos US$ 5,3 bilhões de um ano antes. As exportações alcançaram US$ 33,3 bilhões, crescimento de 12,1%, e as importações totalizaram US$ 26,7 bilhões, avanço de 9,4% na comparação interanual.
Os investimentos estrangeiros diretos no país apresentaram ingresso líquido de US$ 7,4 bilhões em agosto de 2026, ligeiramente abaixo dos US$ 7,7 bilhões de agosto de 2025. Desse total, US$ 9,3 bilhões foram aportes em participação no capital: US$ 3,6 bilhões em novas cotas, excluindo lucros reinvestidos, e US$ 5,7 bilhões em lucros reinvestidos. As operações intercompanhia registraram saída líquida de US$ 1,9 bilhão. No acumulado dos últimos 12 meses, o IDE totalizou US$ 86,6 bilhões, ou 3,39% do PIB.
Em carteiras, houve saída líquida de US$ 5,2 bilhões em agosto de 2026, com resgates líquidos de US$ 6,5 bilhões em ações e fundos e ingresso de US$ 1,3 bilhão em títulos domésticos. No período de 12 meses até agosto, o investimento em carteira somou ingressos líquidos de US$ 11,7 bilhões. As reservas internacionais fecharam o mês em US$ 372,6 bilhões, alta de US$ 2,9 bilhões em relação a julho, impulsionada por variações cambiais positivas de US$ 2,7 bilhões e receitas de juros de US$ 0,9 bilhão, parcialmente compensadas por vendas à vista de US$ 1 bilhão.








