
Após a vitória de Lula, Davi Alcolumbre voltou a ganhar apoio para tentar permanecer na presidência do Senado. (Foto: Instagram)
As articulações para abrir processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem enfrentar novos obstáculos a partir de 2027. Embora o PL tenha ampliado sua presença no Senado e conquistado uma bancada capaz de influenciar a disputa pelo comando da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) recuperou força para tentar a reeleição depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL).
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Alcolumbre havia sofrido reveses nas eleições deste ano. Sem concorrer a outro cargo — seu mandato de senador pelo Amapá vai até 2031 —, ele apoiou três candidatos ao governo estadual e às duas vagas ao Senado, mas nenhum deles foi eleito. O resultado enfraqueceu sua posição política, enquanto o PL ampliou sua bancada e passou a ocupar aproximadamente um terço das cadeiras.
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O crescimento da legenda bolsonarista impulsionou, após o primeiro turno, conversas para retirar Alcolumbre da presidência do Senado. Nos bastidores, integrantes da oposição discutiram a possibilidade de lançar uma chapa única contra o atual presidente. Entre os nomes considerados estavam Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, e Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura e líder do PP no Senado.
O cenário mudou depois do segundo turno. Com a vitória de Lula, Alcolumbre recuperou espaço entre os parlamentares e recebeu novos sinais de apoio à recondução. Na semana passada, ele se reuniu com o presidente eleito. Menos de 48 horas após o encerramento da eleição, a Federação União Progressista, composta por União Brasil e PP, anunciou que apoiaria a reeleição de Alcolumbre para a presidência do Senado e do Congresso Nacional.
O apoio foi oficializado em nota assinada pelos presidentes das duas siglas: Antonio Rueda, deputado eleito pelo União Brasil, e Ciro Nogueira, senador pelo PP. A manifestação fortalece Alcolumbre e representa um revés para Tereza Cristina, também citada como alternativa para disputar o comando da Casa.
Com Alcolumbre fortalecido na disputa, a pauta de impeachment de ministros do Supremo, uma das principais bandeiras da oposição, perde espaço. A legislação atribui ao presidente do Senado a decisão sobre o andamento dos pedidos contra integrantes da Corte, o que torna o cargo estratégico para quem busca levar essas iniciativas adiante.
Alcolumbre já demonstrou resistência a dar andamento a propostas desse tipo. Caso seja reconduzido à presidência, a abertura de processos contra ministros tende a enfrentar dificuldades, sobretudo contra Alexandre de Moraes, principal alvo da oposição. A eleição para o comando do Senado está marcada para 1º de fevereiro, início da próxima legislatura. Até lá, os apoios partidários e a capacidade de articulação dos candidatos serão decisivos para definir quem controlará a Casa.








