
Rebeca Andrade conquista o ouro no salto em Roterdã e chega à décima medalha em Mundiais. (Foto: Instagram)
Rebeca Andrade, de 27 anos, conquistou neste sábado (24) o ouro no salto do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, em Roterdã, na Holanda, e chegou à décima medalha em Mundiais. Na final, superou Claire Pease e Skye Blakely, enquanto Simone Biles acompanhou a apresentação da arquibancada. A brasileira venceu depois de se afastar das competições para cuidar da saúde física e mental. Também aparecem nesta trajetória Cheng Fei, Flávia Saraiva e a Globo, onde Rebeca falou após a vitória.
++ Método baseado em IA chama atenção por transformar perfis comuns em negócios digitais
Rebeca somou 14,466 pontos e ficou à frente de Claire Pease, medalhista de prata com 14,233, e de Skye Blakely, que levou o bronze com 14,166. “Não fiz os saltos mais difíceis da minha carreira, mas isso foi suficiente para ganhar o ouro e estou satisfeita”, disse Rebeca em entrevista à Globo. O resultado teve peso especial após cinco cirurgias no joelho e a decisão da ginasta de priorizar a saúde e preservar o corpo.
Este é o terceiro ouro de Rebeca no salto em Campeonatos Mundiais. Ela já havia vencido em 2021, no Japão, e em 2023, na Bélgica. Com o título deste sábado, tornou-se a primeira brasileira a conquistar três vezes a mesma prova em Mundiais de ginástica artística. Antes dela, apenas Cheng Fei, da China, havia vencido três títulos mundiais no salto. Rebeca soma agora dez medalhas na competição: quatro ouros, quatro pratas e dois bronzes. Ela também é a maior medalhista olímpica do Brasil, com seis medalhas: dois ouros, três pratas e um bronze.
Após os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, Rebeca reduziu o ritmo das competições. Não disputou o Mundial de 2025 e dedicou parte desse período à recuperação física e mental. Em agosto de 2025, anunciou que deixaria de competir no solo, aparelho em que conquistou o ouro olímpico em Paris, para diminuir o impacto nos joelhos e prolongar a carreira. “Não quero mais fazer solo, mantenho meu pensamento. Escolho respeitar isso e acho que tenho direito de respeitar isso também”, afirmou após o ouro em Roterdã.
A brasileira chegou à final com a melhor nota da fase classificatória. Na decisão, abriu com um Yurchenko com dupla pirueta, que recebeu 14,400 pontos, e fez um Lopez no segundo salto, obtendo 14,133. Com a bonificação prevista pelas regras, a média ficou em 14,466. Mesmo sem executar os saltos de maior dificuldade de sua carreira, Rebeca superou as adversárias pela qualidade da apresentação. A vitória também devolveu o Brasil ao pódio de um Mundial, após a edição de 2025 terminar sem medalhas para o país.
Simone Biles, que esteve em Roterdã como convidada de honra, acompanhou a conquista da amiga brasileira. A norte-americana não competiu no campeonato e tem 30 medalhas em Mundiais e 11 em Jogos Olímpicos. Ela e Rebeca protagonizaram momentos históricos nos Jogos de Paris. O resultado também colocou Rebeca entre as dez atletas com mais medalhas individuais na história dos Mundiais de ginástica artística. A brasileira já mira os próximos objetivos, especialmente o ciclo dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. O Brasil ainda pode conquistar outra medalha em Roterdã: Flávia Saraiva disputará a final da trave neste domingo (25), a partir das 10h, pelo horário de Brasília.








