Editor do NY Times indica quatro passos antes de adotar inovações

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Editor-adjunto do New York Times defende avaliação criteriosa de novidades antes da adoção (Foto: Instagram)

Eric Athas, editor-adjunto da equipe de desenvolvimento e suporte da Redação do The New York Times, defende um método para avaliar novas ferramentas e projetos antes de lançá-los em uma redação. Autor do livro "Saying No to New", ele explica por que resistir ao novo pode ser a chave para inovar com mais eficácia e manter o foco no que realmente importa.
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O autor esclarece que seu livro não propõe rejeitar todas as novidades, mas sim diferenciar aquelas que distraem dos recursos que agregam valor. No Times, sua equipe treina repórteres e editores no uso de inteligência artificial, formatos narrativos e moderação de comentários, além de desenvolver ferramentas que otimizam processos jornalísticos. Esse equilíbrio entre ceticismo e entusiasmo ajuda a garantir que cada inovação tenha propósito claro e esteja alinhada às prioridades editoriais.
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  1. Abrace a incerteza
    O primeiro passo é aceitar que toda novidade traz imprevisibilidade. Humanos tendem a evitar situações incertas, mas, para inovar, é preciso reconhecer dúvidas e planejar com a mente aberta. No caso de ferramentas de IA, por exemplo, a equipe do Times estabelece princípios de uso responsável e admite o desconhecido, registrando o que não se sabe e preparando-se para cenários confusos.

  2. Avalie a novidade
    Cautela não é sinal de resistência, mas de curiosidade jornalística. Questionar o propósito de cada inovação e seu valor no dia a dia editorial é fundamental. A equipe exige uma proposta clara que inclua visão geral do problema, descrição do projeto, metas, responsáveis, cronograma e etapas. Esse exercício reduz o entusiasmo exagerado e foca no impacto real da novidade.

  3. Na dúvida, teste
    Nenhuma iniciativa começa com garantias. Por isso, toda novidade deve passar por uma fase-piloto em pequena escala. Treinar um grupo restrito de jornalistas, coletar feedback e observar falhas potenciais permite ajustar ideias antes da implementação ampla. Em um experimento recente, o Times testou ferramentas de IA em dois departamentos, avaliou os resultados e só então expandiu o programa.

  4. Aprenda a aprender
    Inspirado na medicina baseada em evidências, o último passo consiste em avaliar e ajustar após a implantação. Assim como médicos medem os efeitos de um novo tratamento, editores devem coletar dados de uso, analisar se as ferramentas cumprem o esperado e usar essas informações para aprimorar processos. Esse ciclo contínuo de avaliação garante que novidades evoluam e permaneçam relevantes.