
O ministro russo Serguei Lavrov fala na 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York (Foto: Instagram)
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, defendeu no sábado (26.set.2026) a ascensão do Brasil e da Índia a assentos permanentes do Conselho de Segurança da ONU. O pronunciamento ocorreu durante o debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no qual o presidente Vladimir Putin optou por não participar, deixando Lavrov como seu representante no púlpito.
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Na mesma fala, Lavrov afirmou que Moscou apoia também a ampliação da representatividade de países da Ásia, África e América Latina no órgão máximo de decisões da ONU. Ele rejeitou, porém, propostas para conceder novos assentos permanentes a nações como Alemanha e Japão. Atualmente, o Conselho conta com 15 integrantes: cinco permanentes – China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia – e dez membros eleitos pela Assembleia para mandatos bienais.
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O Brasil não faz parte hoje do colegiado. Sua última participação como membro não permanente ocorreu em 2022 e 2023, e o país integra o G4 – juntamente com Alemanha, Índia e Japão – que defende reformas visando à ampliação tanto das vagas permanentes quanto das não permanentes.
Em seu discurso, Lavrov destacou a emergência de uma ordem mundial “multipolar e mais justa”, na qual os países do Sul e do Leste Global alcançam maior autonomia política e econômica e se consolidam como “centros soberanos de desenvolvimento”. Segundo o chanceler, essas nações estão cada vez mais aptas a garantir a própria segurança regional, atuando de forma comprometida com o direito internacional e resistindo a pressões externas.
O ministro citou fóruns como o Brics, do qual Brasil e Rússia são membros, a Comunidade dos Estados Independentes (CEI) e a Organização de Cooperação de Xangai como exemplos de plataformas que representam essa “maioria global”. Lavrov acrescentou que Moscou pretende cooperar com aliados e parceiros nesses espaços para promover uma agenda internacional comum.
Parte do discurso foi dedicada a críticas aos Estados Unidos, a quem acusou de recorrer ao uso da força em episódios na Venezuela e contra o Irã. Ele também pediu a retirada das sanções a Cuba e defendeu a criação de um Estado palestino, em linha com diversas resoluções da ONU. Em seguida, estendeu a crítica a países europeus, apontando pressão sobre a Sérvia em relação ao Kosovo e a tentativa de frustrar negociações de paz na Ucrânia, especialmente pela Alemanha, que foi citada como um dos principais apoiadores de Kiev.








