
Acionistas acionam The New York Times por suposto viés anti-Israel (Foto: Instagram)
Na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, dois acionistas da The New York Times Company ajuizaram uma ação judicial contra a controladora do jornal, acusando a empresa de omissão na supervisão de conteúdos com viés “anti-Israel”. Segundo o processo, a companhia deixou de informar seus leitores com veracidade e falhou ao não emitir correções em tempo hábil.
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Os autores da ação são o State Board of Administration of Florida – fundo de pensão público administrado pelo Estado da Flórida – e o think tank National Center for Public Policy Research. Eles sustentam que o conselho de administração do jornal permite que a cobertura editorial seja orientada por um viés contra Israel, especialmente no contexto da guerra entre Israel e Hamas. O caso foi protocolado na Suprema Corte do Estado de Nova York, em Manhattan.
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Na petição, os acionistas pedem que um juiz determine a entrega de registros internos da empresa, com foco principal em documentos relacionados à cobertura do conflito entre Israel e Hamas. O pedido inclui e-mails, memorandos e atas de reuniões sobre padrões editoriais e possíveis influências de viés. A íntegra da queixa está disponível em um arquivo PDF de 931 kB, em inglês.
Um dos pilares do processo é o relato de uma ex-funcionária da redação, não identificada, que alegou ter registrado preocupações sobre antissemitismo e parcialidade anti-Israel ao menos 15 vezes entre 2019 e sua saída em março de 2026. Em um dos episódios, ela afirma ter ouvido de um supervisor: “Não é seu trabalho ser o ombudsman”, após questionar práticas de edição.
Entre as principais queixas, destacam-se: a falha do conselho em supervisionar padrões editoriais; a extinção do cargo de ombudsman independente em 2017 sem nomear substituto; histórico de erros jornalísticos corrigidos apenas após “pressão externa”; e a recusa em disponibilizar livros e registros corporativos aos acionistas. Os demandantes argumentam que a repetição de afirmações “factualmente falsas ou infundadas” – muitas admitidas internamente ou desmentidas externamente – demonstra descaso deliberado do conselho com controles internos.
O State Board of Administration da Flórida atende funcionários públicos aposentados e é gerido pelo governador Ron DeSantis (Partido Republicano) e pelo attorney general James Uthmeier (Partido Republicano). No X (ex-Twitter), Uthmeier declarou: “O Times afirma que o jornalismo não confiável representa um risco material. Perguntamos se o Conselho supervisiona seus padrões, e eles se recusaram a apresentar sequer uma página. Nos vemos no tribunal”.
Em resposta, o porta-voz Charlie Stadtlander negou qualquer fundamento à ação, afirmando que, embora pareça um pedido de governança corporativa, trata-se de “uma tentativa evidente de exercer pressão motivada por uma agenda específica, levantar falsas acusações de parcialidade e inibir o jornalismo protegido pela Primeira Emenda”.








