
Cabo do Exército é detido suspeito de abastecer facções com armamento (Foto: Instagram)
Uma apuração conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Bahia mira um cabo do Exército suspeito de abastecer organizações criminosas com armamentos. Segundo as investigações, o militar forneceria granadas, pistolas, fuzis e munições de uso restrito. Ele está detido e nega qualquer envolvimento, enquanto as autoridades buscam comprovar o esquema e identificar sua abrangência.
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Deivison dos Santos Ferreira, integrante do 6º Batalhão de Polícia do Exército em Salvador, é apontado como o elo entre traficantes e o arsenal desviado. As apurações indicam que o cabo negociava materiais de guerra — incluindo projéteis de fuzil nos calibres 5.56 e 7.62 — com integrantes de diferentes facções criminosas que atuam no estado.
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A conexão veio à tona após a análise de celulares apreendidos em abril, durante operação em um imóvel no bairro de Itapuã, na capital baiana. Na ocasião, a polícia encontrou aparelhos de Gabriel Reis Oliveira, acusado de intermediar compra e revenda de armas e entorpecentes. As conversas mostram tratativas diretas com o militar.
Apesar de usar apenas um emoji para se identificar nas mensagens, o cabo enviou dados pessoais — como CPF e chave Pix — para viabilizar pagamentos. Foi por esses registros que os investigadores confirmaram a identidade de Deivison. Segundo relatos, ele vendeu cerca de mil munições de fuzil apenas a esse grupo, além de negociar quantidades não quantificadas de granadas, pistolas e fuzis.
A principal linha de apuração considera que parte do material teria sido desviada de exercícios militares. Após as práticas, o armamento deveria retornar ao paiol, mas teria saído sem registro, e as diferenças nos estoques foram supostamente ocultadas pela alteração de documentos internos.
Na última semana, operação coordenada reuniu cerca de 250 agentes e resultou na prisão de 33 pessoas na Bahia, em Sergipe e em São Paulo. Embora Deivison fosse alvo de mandado de prisão, ele já estava detido preventivamente pela Justiça Militar em outro inquérito, que investiga o desaparecimento de coletes balísticos.
O Exército informou que o cabo segue custodiado em unidade militar e à disposição da Justiça. A defesa de Deivison reitera sua inocência e trabalha para revogar as prisões. As autoridades agora buscam traçar a origem de todo o arsenal e apurar se mais militares estão envolvidos no caso.








