Diarista acusada de matar casal de idosos será submetida a exame de insanidade mental

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Acusada de matar casal de idosos em BH passará por avaliação de sanidade mental (Foto: Instagram)

Paola Stefany Neto Cirino, acusada de ter assassinado um casal de idosos em Belo Horizonte, passará por uma avaliação de insanidade mental nesta segunda-feira (14), às 10h30, no Instituto Médico-Legal (IML) da capital mineira. A determinação atende a um despacho judicial que apontou questionamentos sobre seu estado psicológico no momento dos fatos. O exame, que avaliará a sanidade da ré, foi agendado pela 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte, responsável por conduzir o procedimento oficial de perícia.

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A Justiça autorizou a realização de uma perícia psiquiátrica após considerar relevantes indícios sobre a condição mental de Paola. Em seu depoimento, a diarista alegou ter cometido os crimes enquanto sofria um suposto surto psicótico. Familiares também prestaram informações sobre episódios anteriores de instabilidade emocional, histórico de acompanhamento psiquiátrico, uso de medicamentos controlados e até pensamentos suicidas, fatores que embasaram o pedido de exame pericial e suspenderam temporariamente o andamento do processo criminal até a conclusão da avaliação.

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O homicídio ocorreu em 29 de junho, em um apartamento no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Na data, as vítimas Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram encontradas sem vida no imóvel onde viviam. A Polícia Civil iniciou imediatamente as investigações para apurar as circunstâncias do crime e identificou Paola como principal suspeita.

Segundo os levantamentos feitos pelos investigadores, Paola Stefany Neto Cirino foi indicada por um parente de Maria Clotilde para prestar serviços de limpeza no apartamento das vítimas. Durante o trabalho, a diarista teria aproveitado a proximidade com os moradores para desferir os golpes letais. Após consumar os assassinatos, a acusada permaneceu no local, tomando banho, trocando de roupa e separando diversos objetos de valor, como dinheiro, joias, relógios, aparelhos celulares e cartões bancários.

Em seguida, Paola deixou o prédio carregando bolsas e sacolas recheadas com os itens subtraídos. As diligências da Polícia Civil identificaram sua rota de fuga, que culminou na localização da suspeita em um hotel na cidade de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. A prisão ocorreu na madrugada de 2 de julho, poucos dias depois do crime, e marcou o início da fase formal de denúncia. Com a perícia psiquiátrica em curso, o trâmite do caso está suspenso até que o laudo do IML aponte a capacidade de compreensão e autodeterminação da ré.