
Estátua da Justiça em frente ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília (Foto: Instagram)
A investigação sobre o Banco Master provocou uma crise aberta no Supremo Tribunal Federal, com ministros trocando ofícios oficiais repletos de críticas mútuas. Alexandre de Moraes acusa André Mendonça de “escolha seletiva” ao remover sigilos, enquanto Cristiano Zanin pede acesso às mensagens de Daniel Vorcaro enviadas a Moraes. Diante desses atritos e dos desdobramentos na Polícia Federal, o presidente Edson Fachin anunciará sua competência sobre as decisões antes do julgamento no plenário programado para 15 de setembro.
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O embate, que teve início nos bastidores da Corte, ganhou ainda mais visibilidade à medida que avançam as apurações do caso Master. Ministros começaram a trocar documentos formais nos quais questionam tanto as deliberações sobre a quebra de sigilo quanto o acesso a informações, além de debaterem a maneira como cada colega está conduzindo os processos.
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A tensão subiu de tom após Edson Fachin determinar a retirada do sigilo de documentos ligados às investigações do Banco Master. A medida expôs o embate entre Mendonça e Moraes, que entraram em choque sobre quais relatórios e anexos deveriam ser publicados e até que ponto a transparência poderia ser ampliada.
No centro da disputa está a acusação de Alexandre de Moraes, que, em ofício enviado a Fachin, reclamou da “escolha seletiva” de Mendonça, apontando que cerca de 180 documentos ainda permaneciam inacessíveis ao público, mesmo após a ordem de desclassificação. Em resposta, André Mendonça justificou ter atendido a determinação ao liberar 14 procedimentos além do processo principal, preservando informações que poderiam atrapalhar diligências em curso.
Cristiano Zanin também entrou na controvérsia ao solicitar ao STF o acesso total ao conteúdo do celular de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, apreendido pela Polícia Federal. Entre os arquivos do aparelho estão 52 mensagens enviadas ao número identificado pela PF como pertencente a Alexandre de Moraes, fato que passou a ser um dos pontos centrais da atual crise no tribunal.
Para conter o risco de decisões desencontradas e evitar o que chamou de possível “tumulto processual”, o presidente Edson Fachin decidiu concentrar todas as medidas envolvendo ministros na Presidência do STF. A disputa ganhou novo capítulo quando André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, ação revertida pelo ministro da Justiça Flávio Dino e depois suspensa por Fachin. O impasse chega ao ápice poucos dias antes da sessão extraordinária de 15 de setembro, quando o plenário vai avaliar tanto as medidas de Mendonça quanto os demais pontos relacionados às investigações do Banco Master.








