
Casal posa em festival de música eletrônica (Foto: Instagram)
Uma nova perícia da Polícia Civil e da Perícia Científica encontrou o box do chuveiro estilhaçado, marcas de sangue no chão e 17 lesões no corpo da radiologista Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, morta com um tiro na cabeça em Embu das Artes (SP). O marido da vítima, o soldado da PM Vinicius Costa Silva, de 26 anos, está preso sob suspeita de feminicídio. A defesa, porém, insiste na versão de suicídio, contestada pelos exames e pela análise da trajetória do disparo.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Os peritos voltaram ao imóvel onde Larissa foi encontrada para refazer a cena do crime. Dentro da suíte, o box do banheiro estava completamente destruído e respingos de sangue só se tornaram ainda mais visíveis após a aplicação de luminol, que revelou vestígios imperceptíveis a olho nu. Além disso, os investigadores empregaram um scanner 3D para reconstruir digitalmente o ambiente e estudar o posicionamento dos objetos e das pessoas no momento do disparo.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
O laudo necroscópico detalhou ao menos 17 lesões no corpo de Larissa: hematomas nas mãos e nas pernas, escoriações no pescoço e no joelho esquerdo. Segundo o exame, o projétil entrou pela parte posterior e superior da orelha esquerda e saiu pela região da têmpora direita, indicando um disparo de trás para frente e da esquerda para a direita.
Outro ponto que intriga os peritos é a presença de fios de cabelo soltos presos à calça da vítima, sem sinais de sangue. Esse vestígio passou a integrar as investigações sobre a dinâmica do crime, pois pode indicar movimentação ou manuseio do corpo após o tiro.
Larissa morreu no dia 6 de setembro. No boletim de ocorrência consta que ela foi descoberta com a arma funcional do marido por baixo do corpo e um único ferimento na cabeça. Vinicius afirmou inicialmente que a esposa teria cometido suicídio, mas a autoridade policial registrou o caso como morte suspeita, ampliando o inquérito para apurar feminicídio.
A delegada Bruna Crippa, responsável pelo caso, ressaltou que elementos periciais divergem da versão do soldado, especialmente a posição do disparo, que dificultaria a hipótese de tiro autoinfligido pela vítima, apontada como destra por familiares.
A investigação também alcançou Thamires Costa Mathias, irmã de Vinicius, que estava no local quando Larissa foi baleada. A Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão contra ela em 10 de setembro e apreendeu o celular da suspeita. A defesa do policial continua sustentando a tese de suicídio e afirma tratar-se de uma “fatalidade”, negando qualquer agressão por parte de Vinicius.








