Polícia investiga morte da professora Lidiane Gomes de Souza Alves após injeção capilar

Posted by


Lidiane Gomes de Souza Alves em cerimônia de formatura (Foto: Instagram)

A Polícia Civil do Distrito Federal apura a morte da professora Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, ocorrida em Ceilândia. A vítima sofreu um choque anafilático poucas horas após receber uma injeção em um salão de beleza, relacionada a um tratamento contra queda de cabelo. O caso é investigado como possível homicídio culposo e exercício ilegal da profissão, enquanto as autoridades tentam identificar a substância que desencadeou a reação fatal.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

O procedimento teria sido aplicado no glúteo de Lidiane e envolvia um complexo vitamínico sem registro oficial, o que aguarda esclarecimento sobre a composição exata. Policiais verificam se o estabelecimento possuía alvará sanitário e se as condições para procedimentos estéticos estavam dentro das normas. Testemunhas e funcionários do salão estão sendo ouvidos para confirmar quem realizou a aplicação e sob qual orientação.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

De acordo com o marido, Valdeci Alves, Lidiane saiu de casa por volta das 16h para o atendimento e voltou cerca de duas horas depois com forte falta de ar e inchaço facial. Ele a levou imediatamente à Unidade de Pronto Atendimento do P Norte, onde o quadro se agravou. Encaminhada à sala vermelha, Lidiane não resistiu aos sintomas e morreu antes de receber alta, segundo os médicos de plantão.

No salão, investigadores recolheram seringas, frascos e embalagens de substâncias como ácido hialurônico, nicotinamida, colágeno de placenta de ovelha e diversos peptídeos. A responsável pelo procedimento acompanhou Valdeci até o hospital e se apresentou como biomédica, apesar de não constar registro no conselho da categoria. As amostras coletadas passarão por análise pericial para descobrir qual produto desencadeou o choque anafilático.

O delegado Petter Ranquetat, da 23ª Delegacia de Polícia de Ceilândia, informou que o Instituto Médico Legal (IML) aguarda o laudo definitivo para confirmar a causa da morte. O inquérito também avalia se intervenções químicas anteriores podem ter aumentado a sensibilidade de Lidiane. Segundo o marido, ela não fazia uso contínuo de medicamentos, apresentando apenas histórico de bronquite asmática desde a infância.