
Douglas Ruas durante evento da Firjan apresenta propostas para o Rio (Foto: Instagram)
Durante evento da Firjan, Douglas Ruas apresentou suas ideias para equilibrar as contas do Estado do Rio de Janeiro e intensificar o combate ao crime organizado, destacando a criação de um gabinete permanente para essa finalidade e a necessidade de integração das diferentes forças de segurança.
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O candidato pelo PL ressaltou que, após o Rio aderir em junho ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e sair do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), é preciso promover um “considerável corte de gastos” na estrutura pública para retomar a saúde fiscal.
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No encontro “Rio de Futuro – discussões sobre o Rio que queremos”, Ruas defendeu a adoção de um teto de gastos a fim de manter o equilíbrio financeiro e liberar recursos para investimentos. Ele lembrou que, embora a receita estadual tenha crescido 21% nos últimos cinco anos, as despesas avançaram em ritmo superior, gerando déficit no período.
O candidato frisou que a geração de empregos deve ficar a cargo do setor privado, cabendo ao setor público o aporte em segurança, que é o eixo central de seu programa. Segundo dados da Firjan, o crime organizado causa prejuízos de R$ 31 bilhões por ano às empresas, o que justifica uma revisão na estratégia estadual.
Para enfrentar essas organizações, Ruas propôs um gabinete permanente composto pelo governo federal, Polícia Federal e Forças Armadas, configurando uma política de Estado para impedir a entrada de armas e drogas nas cidades fluminenses. Ele argumentou que ações coordenadas são essenciais para eficácia do combate.
Na avaliação de Ruas, o Rio tem focado apenas nos sintomas da criminalidade nas últimas quase duas décadas, o que permitiu que facções ampliem seu domínio territorial e explorem economicamente moradores e empresários. Ele ainda garantiu que não usará o “bonezinho do CPX na cabeça”, expressão ligada aos complexos de favelas e tornada pública em 2022 por Lula no Complexo do Alemão.
O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, entregou ao candidato o documento “Propostas Firjan para um Rio de Futuro”, com 45 sugestões para o desenvolvimento até 2030. Caetano apontou entraves estruturais que custam R$ 275 bilhões por ano às empresas, o equivalente a 20% do PIB fluminense, e enumerou demandas prioritárias.
Entre as ações imediatas para os primeiros 100 dias, a Firjan recomenda modernizar o licenciamento ambiental, conceder rodovias estaduais, revitalizar distritos industriais e colaborar na licitação da estrada EF-118, identificados como gargalos de R$ 40 bilhões. Ruas, por sua vez, comprometeu-se a criar escritórios regionais com um balcão único de serviços para o empresariado, com autonomia para licenças de alto impacto, evitando que moradores do Sul Fluminense se desloquem ao Inea.
Pesquisa Quaest, divulgada na terça-feira, mostra Eduardo Paes (PSD) liderando com 39% das intenções de voto, seguido por Douglas Ruas com 18%. No levantamento espontâneo, Paes alcança 22% e Ruas 9%.








