
Fachada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Brasília (Foto: Instagram)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da venda, distribuição e uso de um suplemento comercializado como “Ozempic Natural” — à base de berberina — e de um item de medicina tradicional chinesa, ambos sem registro e autorização sanitária no Brasil. A medida reforça a fiscalização sobre produtos falsos de emagrecimento para proteger a saúde dos consumidores.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
O interesse por alternativas mais acessíveis ou tidas como “naturais” para tratamentos de obesidade e diabetes tem crescido entre brasileiros. Em paralelo, proliferam no mercado as chamadas canetas emagrecedoras e outros produtos que prometem resultados semelhantes aos de medicamentos registrados. Diante dessa realidade, a Anvisa intensificou as ações contra itens que não cumprem as normas sanitárias.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Conforme publicação da agência em 6 de fevereiro, ficam vedadas a fabricação, comercialização, propaganda e uso de quaisquer lotes do “Ozempic Natural” e do produto de origem chinesa. Nenhum dos dois possui registro na Anvisa, condição indispensável para que sejam considerados seguros e eficazes.
O “Ozempic Natural” era divulgado como à base de berberina, um composto extraído de plantas que ganhou força nas redes sociais. A substância passou a ser tratada como substituta “natural” para medicamentos contra obesidade, mas não possui a mesma formulação, comprovação de eficácia nem protocolos de segurança aprovados pela agência.
O nome faz alusão ao Ozempic, medicamento da farmacêutica Novo Nordisk cujo princípio ativo é a semaglutida. Essa substância integra a classe dos agonistas do receptor de GLP-1 e atua, entre outros mecanismos, aumentando a sensação de saciedade e contribuindo para o controle da glicemia em pacientes com diabetes ou obesidade.
A decisão da Anvisa também inclui o bloqueio de um produto de medicina tradicional chinesa que ingressou no país de forma irregular e sem autorização sanitária. Foram determinadas medidas de fiscalização para impedir sua fabricação, venda e distribuição em território nacional.
A intensificação das vistorias reflete o compromisso da agência em coibir a oferta de itens que prometem emagrecimento ou efeitos parecidos aos de medicamentos aprovados, mas que carecem de comprovação de segurança, qualidade e eficácia.
A proibição chega em um momento de forte expansão do mercado de medicamentos para diabetes e obesidade. Em 2026, mudanças na patente da semaglutida no Brasil permitiram a aprovação de novas versões do princípio ativo. A Anvisa alerta que, mesmo que um produto seja rotulado como “natural” ou “alternativo”, é essencial verificar se conta com registro sanitário antes de qualquer compra ou consumo.








