Após indícios de que irmãos estejam nos EUA, relembre o Caso Bacabal

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Ágatha e Allan podem estar entre crianças resgatadas na Operação Statewide Shield (Foto: Instagram)

A família de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde 4 de janeiro de 2026 em Bacabal (MA), solicitou ao Consulado-Geral do Brasil em Miami a verificação de que as crianças estejam entre os 163 menores resgatados na Operação Statewide Shield, nos Estados Unidos. Até o momento, não há confirmação oficial de que os irmãos tenham deixado o Brasil.

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O interesse nasceu após agentes americanos aprenderem que havia brasileiros entre os menores salvos entre 17 e 21 de agosto. A advogada da família de Ágatha e Allan acionou o consulado para cruzar informações biométricas e de documentos e identificar se eles fazem parte do grupo resgatado.

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Ágatha e Allan sumiram na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Na tarde de 4 de janeiro, os irmãos brincavam com o primo Anderson Kauã, então com 8 anos, quando os três se embrenharam em uma área de mata e deixaram de ser vistos.

Uma ação de busca reuniu policiais civis, militares, bombeiros, Forças Armadas, voluntários e moradores. Drones e helicópteros sobrevoaram a região, cães farejadores e mergulhadores inspecionaram pontos junto ao Rio Mearim e equipamentos de sonar varreram áreas de difícil acesso.

Anderson foi localizado com vida três dias após o sumiço, cerca de quatro quilômetros do local onde estiveram pela última vez. Bastante debilitado, ele passou por atendimento médico e participou de uma reconstituição autorizada pela Justiça, indicando uma construção abandonada chamada “casa caída”, encontrada nas margens do Rio Mearim.

Apesar de vestígios apontarem que Ágatha e Allan passaram por lá, não foi possível confirmar o que ocorreu com eles depois. Investigações consideraram a hipótese de acidente na mata e também não descartaram envolvimento de terceiros. Ao longo dos meses, surgiram boatos falsos sobre prisões relacionadas ao caso, todos desmentidos pela Polícia Civil do Maranhão.

Agora, a nova frente de apuração mira nos Estados Unidos, mas especialistas alertam para a necessidade de cautela. Não existem registros oficiais do embarque de Ágatha e Allan nem documentações que comprovem presença deles fora do país. O consulado em Miami busca cruzar dados para oferecer qualquer pista que leve ao paradeiro dos irmãos.

A família segue na expectativa de respostas desde o início do ano. Enquanto isso, o inquérito permanece aberto e as autoridades continuam levantando informações e depoimentos para desvendar o mistério envolvendo o desaparecimento de Ágatha e Allan em Bacabal.