PM é preso suspeito de feminicídio da esposa encontrada morta com um tiro

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Casal posa sorridente em evento noturno, momentos antes do desdobrar do triste caso policial (Foto: Instagram)

O policial militar Vinicius Costa Silva, de 26 anos, foi detido nesta segunda-feira (07) pela Polícia Civil de São Paulo sob a acusação de feminicídio. A prisão temporária do agente foi decretada após as equipes de investigação desconstruírem a versão inicial de suicídio apresentada pelo próprio militar e a família da vítima solicitar detalhes adicionais sobre o ocorrido. O caso ocorreu em Embu das Artes, na Grande São Paulo, e mobilizou agentes civis e peritos especializados.

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A radiologista Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada morta no banheiro do imóvel do casal, com um tiro na cabeça, na manhã de domingo (06). Segundo a Polícia Civil, ela e o soldado moravam juntos e o corpo foi localizado ao lado da arma particular do PM, que estava guardada em um coldre próximo. As autoridades requisitaram depoimentos e provas periciais para elucidar o que realmente aconteceu.

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De acordo com o boletim de ocorrência, Vinicius relatou que chegou à residência por volta das 6h após uma discussão sobre o fim do casamento. Ele afirmou ter ido dormir e, minutos depois, ouvido um estampido. Ao verificar o cômodo, encontrou Larissa caída e já sem vida, ao lado de sua pistola pessoal. O agente entregou o registro de ocorrência pouco depois da descoberta do corpo.

A família da radiologista, no entanto, contestou veementemente essa versão. A avó de Larissa afirmou que, por volta das 9h de domingo, a jovem enviou uma mensagem informando a separação e demonstrando estar bem. Pouco mais de duas horas depois, às 11h, o corpo foi achado. Segundo parentes, Larissa vivia um período considerado feliz, cuidava do filho de dois anos e gerenciava uma farmácia junto com o marido, sem indícios de querer tirar a própria vida.

No local do crime, os peritos recolheram um coldre, carregador, munições e o estojo da bala deflagrada. Também encontraram a arma particular do policial dentro de uma gaveta no quarto principal, posicionada ao lado do corpo da vítima. Todos esses itens foram encaminhados para análise detalhada que auxiliará na apuração dos fatos.

A Polícia Civil solicitou exames necroscópicos, balísticos e residuográficos — incluindo análise de partículas de pólvora — tanto nas mãos de Larissa quanto nas de Vinicius. Os laudos visam estabelecer a dinâmica do disparo, a distância exata entre arma e cabeça da vítima, e se houve a participação de terceiros. Os investigadores aguardam os resultados para concluir se houve homicídio ou reforçar outra hipótese.