
Noiva experimenta vestido na My Vintage Dress, que enfrenta crise após desfalque (Foto: Instagram)
A proprietária da My Vintage Dress, Camila Rossi, afirmou em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, que a crise que deixou dezenas de noivas sem seus vestidos às vésperas dos casamentos resulta de um golpe aplicado por uma funcionária de confiança. Segundo o advogado Luiz Augusto Filizzola D’Urso, o ateliê de luxo em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, teria sofrido um desvio estimado em quase R$ 1 milhão, prejudicando a operação e a reputação da marca.
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Camila registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil contra a empregada, cujo nome não foi revelado, por estelionato. A Secretaria da Segurança Pública confirmou que o 14º Distrito Policial, em Pinheiros, instaurou inquérito para apurar o possível crime. A empresária disse ter reunido documentos e extratos bancários que indicam transferências suspeitas em contas pessoais da funcionária.
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Para minimizar os impactos, a loja decidiu concentrar nos últimos dias apenas as entregas já agendadas, suspendendo temporariamente novas vendas. A estratégia, segundo Camila, buscou “honrar compromissos já firmados” e evitar que o ateliê acumulasse ainda mais atrasos. Rumores de fechamento ou falência circularam após clientes verem as portas do estabelecimento fechadas, mas a empresária garante que se tratou apenas de um ajuste operacional.
Durante o programa, Camila Rossi destacou a importância de pedir desculpas às clientes afetadas. “Entendo o desespero e a ansiedade de quem está prestes a subir ao altar e precisa confiar na equipe responsável pelo vestido”, disse. Ela ressaltou que a base do negócio sempre foi a confiança e lamentou profundamente ter deixado tantas noivas em situação de incerteza.
A empresária também revelou que ainda restam cerca de 300 noivas para serem atendidas até o fim do ano. “Tenho me desdobrado para honrar cada compromisso. Em 14 anos de marca, nunca falhamos em entregar um único vestido dentro do prazo combinado”, afirmou. Segundo ela, fornecedores e parceiros continuam comprometidos com as entregas, apesar do episódio de desfalque.
Na última segunda-feira, a My Vintage Dress demitiu colaboradoras das áreas comercial e de costura, conforme relato de uma ex-integrante da equipe. Paralelamente, o ateliê enfrenta uma ação de despejo por falta de pagamento de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de um imóvel alugado em Alto de Pinheiros. A dívida já alcançou pouco mais de R$ 41 mil.
O advogado Sérgio Paulo Livovschi, que representa o espólio do proprietário do imóvel, protocolou a ação de despejo em 3 de fevereiro. Ele alega que, mesmo após notificações, a empresa não quitou os débitos de IPTU, o que resultou no pedido de retomada do espaço pelos herdeiros do locador.
Várias clientes relataram nas redes sociais tentativas frustradas de retirar seus vestidos. A noiva Letícia Queiroz diz ter tido a retirada cancelada na véspera do casamento e não conseguiu contato com a loja. A My Vintage Dress atribuiu as falhas a um “volume excepcional de pedidos e desafios na produção” e também informou que mais de 50 pessoas entraram sem autorização para levar peças por segurança. Segundo a empresa, imagens do interior vazio foram divulgadas como se anunciassem o fim das atividades, mas faziam parte de uma ação preventiva.








