Cemitério clandestino é encontrado após denúncia de sequestro

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Fuzil apreendido e cova rasa na mata de Monte Mor (SP). (Foto: Instagram)

Uma denúncia anônima de sequestro levou a Polícia Militar a um trecho de mata em Monte Mor (SP) na madrugada de sábado (05). Ao se aproximar de um veículo suspeito, houve troca de tiros, resultando na morte de um homem apontado como suspeito e no ferimento de um policial. O militar utilizava colete balístico, que evitou lesões mais graves.
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Após o confronto, as equipes se aprofundaram na região de vegetação e descobriram três cadáveres enterrados, dois em covas rasas. A cena levantou a possibilidade de que o terreno funcionasse como um cemitério clandestino. Investigadores avaliam indícios de que o local possa ter sido usado pelo chamado “tribunal do crime”, mecanismo de facções para executar e ocultar vítimas.
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A ação teve início quando testemunhas relataram ver quatro homens armados forçando uma vítima a entrar em um carro vermelho. O veículo foi localizado estacionado com faróis acesos em meio à mata. Assim que os policiais desceram da viatura para verificar a ocorrência, as luzes foram apagadas, e os agentes foram surpreendidos por disparos.

No tiroteio, um tenente da corporação foi atingido, mas o colete balístico absorveu o impacto, evitando ferimentos graves. Os PMs solicitaram reforço e cercaram a área. Com o apoio de outras equipes, conseguiram controlar a situação, permitindo prosseguir com a varredura do local em busca de mais suspeitos ou vítimas.

Próximo ao veículo, os policiais encontraram o corpo de um homem portando um fuzil. Segundo a PM, ele tinha passagem por extorsão, associação criminosa e tráfico de drogas. Em seguida, descobriram um segundo homem ainda com vida, mas ferido na cabeça, com braços e pernas amarrados com fita preta, aparentemente prestes a ser enterrado.

Dentro do carro, os agentes encontraram material utilizado na amarração, e a mesma fita preta foi identificada nas covas rasas onde estavam enterrados outros dois corpos. As condições de decomposição dificultavam a identificação imediata, mas apontavam para sepultamentos recentes realizados de forma clandestina, reforçando a hipótese de execução sumária.

Com apoio das polícias Civil e Científica, do Corpo de Bombeiros e de cães farejadores, os corpos foram desenterrados e levados ao Instituto Médico-Legal (IML). Lá, peritos realizarão exames para identificar as vítimas e esclarecer data e causa das mortes. A análise poderá confirmar se se tratam de um homem e uma mulher.

A Polícia Civil ficará responsável pelas investigações, buscando esclarecer autoria, motivação e possíveis ligações com organizações criminosas. A perícia também vai examinar o veículo, as armas apreendidas e demais objetos recolhidos no local. O inquérito deve aprofundar as circunstâncias que levaram ao uso do terreno como possível esconderijo de cadáveres.