
Painel eletrônico exibe variações negativas de ações do Ibovespa após sequência de altas (Foto: Instagram)
O Ibovespa encerrou o pregão com uma pequena baixa de 0,01%, aos 185.188,13 pontos, após 11 sessões consecutivas de alta. Enquanto investidores digeriam o ajuste de lucros ligado ao “rali” eleitoral, os papéis do setor bancário e de utilities (energia e saneamento) deram suporte ao índice, mas as ações da Vale e da Petrobras exerceram pressão negativa sobre o desempenho geral.
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No exterior, ativos de risco se beneficiaram de um dia positivo, e as bolsas americanas subiram mais de 1%. Esse movimento foi estimulado por declarações do diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, que atenuaram as expectativas de novos aumentos na taxa de juros na próxima reunião do banco central dos EUA.
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Para Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, o comportamento do Ibovespa resultou da combinação entre o cenário local e o externamente mais favorável. Segundo ele, o mercado vinha apresentando forte desempenho impulsionado pela expectativa de um ajuste fiscal “minimamente mais convincente” após as eleições, mas agora observa-se um movimento de realização de lucros.
À medida que o índice avança para patamares mais elevados, o impacto de disputas políticas tende a diminuir. Spiess aponta que, neste ponto, serão indispensáveis novas pesquisas eleitorais que mostrem Flávio Bolsonaro (PL) se aproximando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A divulgação do último levantamento do Datafolha, prevista para a noite desta quinta-feira, era aguardada justamente para avaliar essa trajetória.
Pedro Carneiro, gestor de renda variável da Asset1, observa que há espaço para uma acomodação no mercado: até a casa dos 170 mil pontos, a Bolsa vinha precificando um otimismo inferior e uma probabilidade mais consolidada de vitória da chapa petista. Com o Ibovespa flertando com os 190 mil pontos, segundo ele, o ambiente passou a refletir um cenário de empate técnico entre Lula e Flávio.
Carneiro ressalta que, para o índice atingir a marca dos 200 mil pontos, seria necessária uma convicção mais robusta na vitória da oposição. Sem essa confiança consolidada, acredita o gestor, o Ibovespa tende a oscilar dentro da faixa atual, ajustando-se gradualmente às novas informações políticas e econômicas.








