
Lula ajeita o chapéu durante pronunciamento no Palácio do Planalto (Foto: Instagram)
Em pronunciamento nesta quinta-feira (03), o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que decidiu oficializar o fim da fila de pedidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) após ter sido indagado sobre o tema durante entrevista na TV Globo realizada na semana passada.
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Lula classificou o encontro como uma “inquisição” e relatou que, sobre o palco, o jornalista César Tralli citou três milhões de solicitações na fila do INSS. Segundo o presidente, ele prontamente reconheceu os números e convidou o entrevistador a ir a Brasília para presenciar o anúncio oficial do fim dessa espera.
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Durante o mesmo evento, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacou cinco iniciativas consideradas cruciais para reduzir a fila do INSS: a nomeação de novos servidores, a criação do teleatendimento para perícias médicas, a implementação da perícia documental, o pagamento de bônus aos funcionários e a realização de mutirões nos fins de semana para análise de requerimentos.
Para o ministro, “zerar a fila” significa ter menos pessoas aguardando a resposta do que aqueles que entraram no sistema no mês anterior, transformando o antigo gargalo em fluxo operacional. Segundo ele, em agosto houve essa virada: o governo recebeu inicialmente 1,7 milhão de pedidos represados e passou a monitorar o atendimento diário, equilibrando novas demandas e conclusões.
Wolney Queiroz assumiu o comando da pasta em maio de 2025, substituindo Carlos Lupi durante investigação sobre desvios indevidos de aposentadorias, depois de atuar como secretário-executivo da Previdência. Em sua fala, ressaltou que recebeu de Lula a missão de “recuperar a credibilidade da Previdência e do INSS” junto à população.
Ainda no Palácio do Planalto, Lula defendeu o Benefício de Prestação Continuada (BPC), contestando a acusação de que ele geraria déficit na Previdência e atribuindo isso, segundo ele, a uma visão que culpa “os mais humildes”. O presidente explicou que o pagamento segue critérios rigorosos: “Se há direito, concedemos; caso contrário, informamos o indeferimento.”
Por fim, Lula admitiu que o BPC também é alvo de fraudes. “Está cheio de gente picareta tentando arrumar um jeito de ganhar dinheiro”, afirmou, confirmando que o governo planeja reforçar mecanismos de controle e investigação para coibir irregularidades.








