
Ouro retoma US$ 4.400 com alta após queda, influenciado por dólar e Treasuries (Foto: Instagram)
Em 2 de setembro de 2026, o contrato mais negociado de ouro registrou alta, interrompendo a série de perdas iniciada na sexta-feira anterior, dia 28, e retornando ao patamar de US$ 4.400 por onça-troy. Esse movimento acompanha a valorização do petróleo e os possíveis impactos na política monetária do Federal Reserve (Fed), além de influenciar a performance do dólar e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano.
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Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para vencimento em dezembro subiu 0,41%, alcançando US$ 4.414,6 por onça-troy. Paralelamente, a prata com entrega prevista para o mesmo mês avançou 0,15%, cotada a US$ 65,46 a onça-troy, refletindo a leve retomada de apetite por ativos ligados a metais preciosos.
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Segundo análise da Sucden Financial, os metais preciosos passaram por forte desvalorização nas últimas sessões, sob pressão de um dólar mais robusto e de elevações nos rendimentos dos Treasuries de 10 anos, que estimularam a realização de lucros. Embora tenha havido recuperação moderada na sessão de quarta-feira, a consultoria ressalta que a dinâmica de alta ainda não se firmou de forma persistente.
A Sucden Financial alerta que o ouro precisa sustentar níveis acima de US$ 4.400 para consolidar a recuperação, enquanto a perda do suporte em US$ 4.350 pode abrir caminho para nova correção mais intensa. A prata, por sua vez, mostra-se mais vulnerável, necessitando romper acima de US$ 66 por onça para retomar o impulso comprador. Os analistas projetam que o relatório de emprego dos EUA, a ser divulgado na sexta-feira, definirá o próximo movimento do mercado: dados fortes podem pressionar ainda mais os metais, ao passo que surpresas negativas podem atrair investidores de volta.
Dados da ADP revelados nesta quarta-feira indicam que o setor privado norte-americano criou 38 mil vagas em agosto, abaixo da expectativa de 46,5 mil, segundo pesquisa com ajustes sazonais. O resultado reforça a atenção dos operadores ao quadro laboral dos EUA e suas implicações sobre a trajetória dos juros futuros e a apetência por ativos de refúgio.








