Cleo fala sobre sexualidade e questiona padrões impostos às mulheres

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Cleo Pires questiona duplo padrão ao falar de sexualidade (Foto: Instagram)

No episódio que será exibido neste domingo (02) no Fantástico, Cleo Pires fez um desabafo sobre a forma como a sociedade encara mulheres que falam abertamente sobre sexualidade. Em entrevista concedida à jornalista Valeria Souza no dia 31 de julho de 2026, a atriz explicou que decidiu dividir suas vivências pessoais como estratégia para provocar reflexões acerca dos padrões impostos às mulheres e questionar a discrepância de tratamento em relação aos homens.
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A participação de Cleo acontece no quadro “Pode Perguntar”, em que os entrevistadores fazem parte do espectro autista, o que confere à conversa perspectivas inusitadas e perguntas diretas. No bate-papo, a artista revisitou capítulos marcantes de sua vida pessoal e carreira, destacando aprendizados, e revelou os desafios que enfrentou ao expor temas delicados em sua trajetória artística.
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Entre os episódios lembrados, Cleo voltou à época em que acompanhou, nos bastidores, a passagem do irmão Fiuk pelo Big Brother Brasil. A atriz relatou como foi lidar com a convivência familiar sob o olhar constante da mídia, descrevendo o impacto do programa na dinâmica dos laços pessoais e na forma como ela própria passou a enxergar sua privacidade.

Cleo Pires também abordou a reconciliação e o fortalecimento da relação com o pai, o cantor Fábio Jr. Ela contou que, ao longo dos anos, os encontros e conversas contribuíram para a reconstrução de um vínculo mais sólido e afetivo, permitindo que ambos expressassem expectativas, sentimentos e atingissem maior compreensão mútua.

Ao discutir sua sexualidade, Cleo enfatizou que compartilhar experiências íntimas sempre foi uma forma de estimular o debate sobre comportamentos e expectativas originais da sociedade. Para a atriz, tornar pública sua história tinha o propósito de questionar o duplo padrão que autoriza ao homem manifestar desejo livremente, mas recoloca a mulher em uma posição de controle e censura.

“Eu pensava que falar sem rodeios sobre algo natural para mim seria libertador. Não só para mim, mas para a mentalidade vigente sobre a mulher, de que ela deve ser desejada, mas sem demonstrar desejo”, afirmou Cleo. Ela ressaltou que, mesmo após anos de carreira, ainda colhe críticas em razão de uma cultura “reduzida, preconceituosa e machista” e que a troca de experiências pode promover transformação.

A atriz avaliou ainda que sua decisão de falar sobre temas considerados tabu na mídia tradicional pode servir de inspiração a outras mulheres. Cleo destacou que as redes sociais e plataformas digitais oferecem espaço para discussões mais pluralizadas, permitindo que vozes que fogem aos moldes tradicionais encontrem apoio e fomentem novas narrativas sobre a condição feminina.