
Empresário Hugo Gabriel Moll, de 38 anos, é morto a tiros em barbearia de Ponta Grossa (Foto: Instagram)
O empresário Hugo Gabriel Moll, de 38 anos, foi morto a tiros por engano enquanto fazia a barba em uma barbearia da Avenida Pedro Wosgrau, no bairro Cará-Cará, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, no dia 19 de junho. As apurações da Polícia Civil do Paraná indicam que os criminosos confundiram Moll com outra pessoa investigada por tráfico de drogas, que teria deixado o local minutos antes do crime.
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Imagens de câmeras de segurança revelaram o momento exato em que um homem entra no estabelecimento e dispara contra a vítima, que não teve chance de reação. Após o atentado, cinco suspeitos foram presos temporariamente ao longo das investigações. Segundo o delegado Luis Gustavo Timossi, responsável pelo caso, o grupo tinha a clara intenção de assassinar o verdadeiro alvo, mas atirou em Moll por engano.
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As investigações apuraram que o alvo original possuía antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas e, ao sair da barbearia alguns instantes antes, foi identificado erroneamente pelos assassinos. Em contrapartida, Hugo Gabriel não tinha qualquer envolvimento com atividades ilícitas, conforme atestam as apurações da Polícia Civil, sendo vítima de um erro fatal. A força-tarefa segue analisando as provas para esclarecer como ocorreu a falha de identificação.
Durante o ataque, o barbeiro João Victor Pereira também foi atingido por um disparo no tórax. Ele permaneceu internado por mais de 20 dias em um hospital da região e, segundo familiares, já teve alta e se recupera em casa. A defesa de Pereira acompanha de perto a evolução clínica, agora sem previsão de sequelas graves, conforme relatam os médicos que o atenderam.
Hugo Gabriel Moll era empresário no setor da construção civil e não possuía antecedentes criminais. Casado havia menos de dois meses, deixou a esposa e um filho de 12 anos, que viviam juntos em Ponta Grossa. Amigos e parceiros de negócios descrevem o empreendedor como uma pessoa tranquila e dedicada, surpresa com a tragédia repentina que interrompeu seus planos pessoais e profissionais.
A Polícia Civil do Paraná mantém as investigações abertas para definir a participação de cada suspeito no crime e busca identificar a motivação exata que levou ao engano. As autoridades também trabalham na coleta de depoimentos de testemunhas e na análise completa das imagens de monitoramento, a fim de consolidar as provas antes do encaminhamento do caso ao Ministério Público.








