
Pai de jovem grávida assassinada em Cali exige respostas sobre desaparecimento e morte da filha (Foto: Instagram)
Alexander Potosí, pai de María Camila Potosí, de 21 anos, concedeu sua primeira entrevista após a confirmação da morte da filha, encontrada sem vida dias após desaparecer em Cali, na Colômbia. Emocionado, ele relatou a angústia da família diante da ausência de respostas das autoridades, rememorou os momentos de expectativa pela chegada da bebê e contou que a jovem havia conhecido a principal suspeita em um programa voltado para gestantes.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
O sumiço de María Camila ocorreu em 16 de julho, quando ela estava no oitavo mês de gestação. Três dias depois, no dia 19, policiais localizaram seu corpo às margens do rio Meléndez, no quilômetro 3 da via La Buitrera. A família afirma que o bebê foi retirado do útero antes do abandono do corpo e cobra respostas urgentes, exigindo prioridade nas buscas pela criança, enquanto a polícia trabalha para identificar responsáveis e reconstruir a cronologia dos fatos.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Em entrevista à LA FM Colômbia, Alexander destacou que as autoridades mantêm contato constante com a família, mas ainda não apresentaram detalhes conclusivos sobre o andamento das apurações. “A verdade é que, neste momento, seguimos à espera. A informação que tenho é que as autoridades estão trabalhando arduamente”, afirmou, ressaltando a necessidade de esclarecimentos sobre o paradeiro da criança.
Ao relembrar as horas que antecederam o desaparecimento, o pai contou que a família se preparava para um chá de bebê, vivenciando momentos de alegria. Conforme o relato, María Camila conheceu a suspeita em um curso para gestantes, mas não mantinha relação próxima com ela. “Não sabíamos quem era essa mulher da moto”, disse, referindo-se à principal investigada.
Questionado sobre a condição da acusada, Alexander declarou acreditar que ela já está sob custódia das autoridades, sem detalhes sobre seu enquadramento legal. Ele aproveitou para descrever a trajetória da filha: dedicada aos negócios que administrava com o marido, sempre acolhedora, com facilidade para fazer amizades e um forte senso de responsabilidade.
Sobre o corpo de María Camila, o pai revelou que a família não pôde vê-lo após a localização. Documentos oficiais apontam que a morte ocorreu entre a noite de 16 e a madrugada do dia 17 de julho, coincidindo com o desaparecimento. O relatório não esclarece a causa exata do óbito nem confirma se o procedimento de retirada do bebê está ligado diretamente ao assassinato. “O único que temos claro é que a bebê não estava com minha filha”, concluiu.
Até o momento, as diligências incluem oitivas de testemunhas, perícias e análise de imagens de câmeras de segurança da região. A promotoria colombiana informou que adotará medidas para acelerar a apuração e garantir justiça à família, mantendo o caso sob sigilo para preservar a investigação.








