
Trajeto inusitado de Mayara Kemmer Klaus entre Santa Catarina e Paraná chama atenção das autoridades (Foto: Instagram)
O percurso escolhido por Mayara Kemmer Klaus, de 19 anos, assumiu posição central no inquérito que investiga o desaparecimento da estudante da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Na última segunda-feira, ela deixou a cidade de Joinville (SC) com o intuito de chegar a Londrina (PR), mas surpreendeu as autoridades ao não seguir a rota mais direta e conhecida. Esse desvio inesperado gerou questionamentos sobre as reais circunstâncias da viagem e reacendeu teorias sobre possíveis encontros ou intenções não reveladas. A peculiaridade do trajeto passou a ser analisada com cautela pela Polícia Civil.
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Gravações de circuitos internos de segurança registraram Mayara saindo sozinha do edifício onde morava, conduzindo um Nissan Kicks azul. Em vez de optar pelo traçado padrão – que atravessa a Serra do Mar e segue pela BR-376 –, o veículo transitou por estradas vicinais, cruzando os municípios de São Bento do Sul e Campo Alegre. Em seguida, a jovem ingressou no Paraná pela região da Lapa, caminho raramente utilizado por viajantes entre Santa Catarina e o norte do estado vizinho. A alternativa levantou suspeitas sobre eventuais motivações para a mudança de rota.
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Esse comportamento pouco usual despertou a atenção dos investigadores, que agora procuram respostas para o motivo da escolha por vias secundárias. A apuração ganhou um novo capítulo quando foi constatada a discrepância entre a localização do carro e a posição do celular da estudante. Enquanto o automóvel foi visto na região da Lapa ainda na tarde de segunda, o sinal do aparelho apontou para Piraquara na manhã de terça-feira (21). Essa divergência entrou para as linhas de investigação da Polícia Civil, que quer entender se houve interferência externa ou se Mayara alterou o trajeto deliberadamente.
Desde o desaparecimento, não há registro de ligações atendidas — todas as tentativas de contato para o número de Mayara Kemmer Klaus têm sido direcionadas para a caixa postal. Tampouco foram detectadas movimentações financeiras significativas em contas bancárias ou cartões de crédito. Segundo relato da família, o único gasto identificado foi de aproximadamente R$ 10 em um posto de combustíveis durante o trajeto, informação que reforça o mistério sobre as reais circunstâncias da viagem. As autoridades verificam ainda se ela manteve comunicação por aplicativos de mensagem ou redes sociais.
Com três dias decorridos desde o último registro de Mayara, os parentes permanecem mobilizados em buscas independentes e pressionam por respostas oficiais. A Polícia Militar, responsável pelo atendimento inicial, e a Polícia Civil mantêm equipes dedicadas ao caso, incluindo cruzamento de dados, análise de câmeras e depoimentos de testemunhas. Qualquer informação que ajude a localizar a estudante deve ser encaminhada ao telefone 190, da PM, ou ao 197, da PC. Enquanto isso, amigos e colegas organizam grupos de buscas voluntárias pelas estradas e trilhas das regiões por onde ela passou.








