Moraes arquiva investigação contra ex-diretores da PRF por blitzes em 2022

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Ministro Alexandre de Moraes determina arquivamento de inquérito contra ex-diretores da PRF (Foto: Instagram)

Na terça-feira (22.set.2026), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação contra três ex-diretores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que atuaram durante o segundo turno das eleições de 2022. A decisão seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que entendeu não haver elementos probatórios suficientes para responsabilizar os investigados por eventuais irregularidades.

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A apuração envolvia Djairlon Henrique Moura, ex-diretor de Operações; Luis Carlos Reischak Junior, ex-diretor de Inteligência e ex-superintendente da PRF no Rio Grande do Sul; e Rodrigo Cardozo Hoppe, que atuava na área de inteligência da corporação. Eles foram indiciados pela Polícia Federal em janeiro de 2025 por suspeitas de desobediência, prevaricação e restrição ao exercício do direito de voto. A investigação também atingiu outros integrantes da PRF e um ex-coordenador da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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Ao analisar o caso, Moraes acolheu o entendimento da PGR de que não existia justa causa para manter o processo contra os três ex-dirigentes. Conforme o Ministério Público, as diligências conduzidas não demonstraram a participação deles nas condutas atribuídas a outros policiais da corporação, o que motivou o encerramento da investigação em relação a Moura, Reischak e Hoppe.

O arquivamento, porém, não significa uma revisão completa dos fatos levantados sobre as operações da PRF no segundo turno de 2022. A decisão restringe-se à ausência de indícios criminais suficientes contra esses ex-diretores, sem invalidar os dados coletados pela Polícia Federal acerca de possíveis irregularidades nas ações.

As operações em questão ocorreram em 30 de outubro de 2022, data do segundo turno da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Naquele fim de semana, a PRF intensificou as fiscalizações em rodovias federais, concentrando abordagens principalmente na Região Nordeste. Entre 28 e 30 de outubro, foram inspecionados 2.185 ônibus no Nordeste, contra 571 no Sudeste.

Naquele domingo, Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a PRF interrompesse qualquer ação que pudesse comprometer o deslocamento de eleitores. À época, o diretor-geral da corporação era Silvinei Vasques. A investigação também alcançou outros integrantes da segurança pública, alguns dos quais já haviam sido analisados em ações penais relacionadas à tentativa de golpe de Estado.