
Gianni Infantino em evento da Board of Peace propõe revisão independente da governança da Fifa (Foto: Instagram)
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, propôs nesta segunda-feira (21.set.2026) a contratação de uma análise independente da estrutura de governança da entidade. A proposta consiste em trazer uma consultoria externa para avaliar o modelo atual de tomada de decisões, sobretudo em projetos estratégicos de grande envergadura, e apresentar recomendações que reforcem a transparência e a responsabilização nos processos internos.
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Em uma carta dirigida ao Conselho da Fifa, obtida pela Reuters, Infantino comunicou que também pretende ouvir as seis confederações continentais e as federações nacionais ligadas à entidade. Ele ressaltou a importância de envolver todos os segmentos na avaliação do processo decisório, garantindo que cada instância tenha voz ativa na construção de eventuais aprimoramentos.
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Dentre os pontos que deverão ser analisados estão as atribuições e limites de atuação do presidente, da diretoria executiva, do Conselho da Fifa e do Congresso. A proposta prevê ainda a avaliação de mecanismos que ampliem a auditoria interna, aprimorem a divulgação de relatórios financeiros e detalhem a prestação de contas às entidades filiadas e ao público externo.
A iniciativa de revisar a governança foi apresentada logo após a Fifa recuar de um projeto de venda de 20% dos direitos comerciais, incluindo parte dos contratos da Copa do Mundo, a investidores privados. Anunciada em julho, a proposta sofreu resistência de confederações como Uefa, AFC e Concacaf e foi suspensa no mesmo mês.
Segundo Infantino, o objetivo inicial da venda de participação minoritária era captar recursos adicionais para projetos de desenvolvimento do futebol, sem transferir o controle das decisões esportivas da entidade. A operação previa a criação de uma empresa comercial sob gestão da Fifa, na qual investidores teriam participação sem direito a voto em assuntos técnicos.
O presidente reconheceu que o plano foi divulgado antes de ser submetido integralmente ao Conselho e às federações, o que gerou a impressão de que a decisão já estava definida. Infantino explicou que aquela proposta estava condicionada às aprovações necessárias e garantiu que não será retomada nas mesmas condições, aguardando um debate mais amplo.
As discussões que antecedem a reunião do Conselho, marcada para 15 de outubro, poderão incluir mudanças no processo de autorização de iniciativas estratégicas. Parte dos dirigentes defende que determinadas decisões só avancem com consenso da diretoria executiva, enquanto outros defendem que temas centrais sejam deliberados diretamente pelo Congresso e pelas federações filiadas.
Infantino se prepara para disputar a reeleição em março de 2027, em Rabat, no Marrocos, e afirmou que o posicionamento de cada federação sobre as propostas de governança não influenciará o tratamento reservado pela Fifa a seus representantes. Caso sobrevivam ao debate e sejam aprovadas, eventuais alterações estatutárias dependerão da ratificação do Congresso.








