Mãe de irmãos desaparecidos em Bacabal sofre mal-estar ao ver dados do processo

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Mãe de crianças desaparecidas passa mal ao consultar inquérito em São Luís (Foto: Instagram)

Clarice Cardoso, mãe de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, ambos desaparecidos há mais de oito meses em Bacabal (MA), passou mal ao consultar parte dos documentos do processo de investigação liberados pela Polícia Civil. Ela precisou ser atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vinhais, em São Luís, após ter acesso às informações judiciais relacionadas ao sumiço dos filhos. A família recebeu autorização para consultar o material no início desta semana.

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Segundo reportagens da TV Band Maranhão, trechos dos autos do inquérito foram disponibilizados para a defesa das crianças. Logo após examinar as anotações e depoimentos contidos nos documentos, Clarice Cardoso sofreu o mal-estar e foi encaminhada à unidade médica. Até o momento, não há detalhes claros sobre quais partes dos autos causaram o mal-estar. Clarice foi recebida pela equipe de plantão e passou por exames iniciais.

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Não houve atualização oficial sobre o estado de saúde da mãe após os primeiros atendimentos, e a Polícia Civil não divulgou notas sobre o ocorrido. O Grupo Bacci Notícias, que acompanha o caso desde o início, foi o primeiro a publicar a informação nas redes sociais. Familiares aguardam novos desdobramentos e mantêm contato constante com as autoridades em São Luís.

Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro de 2026, quando brincavam na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Eles estavam juntos do primo Anderson Kauã, de 8 anos, que foi encontrado três dias depois e participou dos relatos iniciais à investigação. O sumiço das crianças mobilizou moradores locais e gerou buscas intensivas nas matas da região.

Com mais de oito meses de mistério, a família decidiu solicitar apoio da Polícia Federal e da Interpol. A iniciativa ganhou força após uma operação norte-americana que resgatou 163 menores; Clarice chegou a suspeitar que um dos adolescentes fosse Allan Michael e forneceu amostra de DNA para comparação. Contudo, a PF esclareceu que nenhuma das crianças salvas era de origem brasileira.

A Polícia Federal informou que pretende pedir à Interpol a inclusão de Ágatha e Allan na Difusão Amarela, sistema que facilita a divulgação internacional de desaparecidos. Enquanto isso, novas partes dos autos, agora em mãos da defesa, estão sendo analisadas pela família em busca de pistas adicionais. Não há, até agora, previsão para a divulgação de detalhes sobre o conteúdo examinado por Clarice.