
Lula defende investigação de ministros por fraudes no Banco Master (Foto: Instagram)
Em entrevista ao SBT News na quinta-feira, 10, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que, caso as investigações comprovem a participação dos ministros do STF Alexandre de Moraes e André Mendonça nas fraudes bilionárias do Banco Master, ambos devem ser responsabilizados e “ter pagamento pelas consequências”. Segundo ele, ninguém está acima da Constituição.
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Lula enfatizou que “todo mundo tem que ser investigado, do presidente da Suprema Corte ao Presidente da República, do mais simples catador de papel ao empresário mais rico”. Para o chefe do Executivo, se ficar provado que qualquer autoridade agiu de forma irregular, ela deve “pagar pelo erro”.
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O presidente criticou magistrados que “sentam em cima de processos” e promovem vazamentos seletivos, capazes de influenciar o pleito eleitoral. Ele defendeu que, em vez de divulgar informações de interesse próprio, os responsáveis deveriam “abrir a janela para a democracia passar” e garantir a lisura das apurações.
Sem atribuir culpa específica, Lula elogiou o presidente do STF, ministro Edson Fachin, por ter redistribuído relatórias de Mendonça, Moraes e Flávio Dino em casos controversos. Para o presidente, Fachin agiu corretamente ao buscar “colocar ordem na casa” e recuperar o prestígio da Corte perante a sociedade.
Ao comentar os conflitos internos do Supremo, Lula repudiou o embate entre ministros. Ele lembrou que Mendonça liberou indícios da Polícia Federal sobre vínculos de Daniel Vorcaro com Moraes, enquanto este último respondeu incluindo o colega no inquérito das fake news. “Não é aceitável que ministros do STF fiquem brigando e a sociedade apenas assista”, afirmou.
Lula também alertou para os riscos de vazamentos seletivos no período eleitoral, afirmando que essa prática causa “prejuízo à política” e à credibilidade da instituição. Para ele, a investigação do Banco Master não deveria interferir na escolha do próximo presidente da República.
Sobre a decisão de André Mendonça de afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o presidente disse ter “total confiança” no delegado, mas garantiu que ele será responsabilizado caso seja comprovado envolvimento com as fraudes do Banco Master. Elogiou ainda a atuação da Advocacia-Geral da União após a medida judicial.
O STF enfrenta uma crise institucional desde que surgiram menções a Alexandre de Moraes e Dias Toffoli nas apurações sobre o banco de Daniel Vorcaro. Toffoli chegou a deixar a relatoria após críticas, e mensagens entre Vorcaro e Moraes vieram à tona. Mendonça pediu investigação contra Moraes, que reagiu com acusações de abuso de autoridade. Em meio à escalada, Fachin anulou a decisão de afastar Andrei Rodrigues, afastou Moraes do inquérito das fake news e marcou para 15 de fevereiro a análise dos pedidos de investigação.








