
Filhote de jaguatirica corre em direção a veículo de apoio enquanto mãe observa em plantação de cana no MS (Foto: Instagram)
Em uma plantação de cana na região de Naviraí (MS), funcionários perceberam a presença de uma mãe jaguatirica e seu filhote durante as atividades diárias. O flagrante, ocorrido em uma estrada interna da fazenda, foi registrado pelo coordenador da Defesa Civil local, Claudenir Werli, que se deparou com o filhote correndo em direção a um veículo de apoio. A cena inusitada não passou despercebida pelos demais trabalhadores.
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No vídeo divulgado por Werli, percebe-se o comportamento destemido do filhote, que avança sem hesitar, enquanto a mãe o acompanha de perto, atenta a qualquer movimento. A proximidade dos animais com o maquinário usado na colheita surpreendeu quem estava no local e chamou a atenção de internautas pelas redes sociais.
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O susto dos funcionários se deu principalmente pela suspeita de se tratar de onças-pintadas, espécie frequente na região. Após a divulgação, porém, muitas pessoas reforçaram que os animais eram jaguatiricas. “Consultei alguns veterinários. No vídeo não é possível ver muitos detalhes, mas está claro que é um filhote de jaguatirica acompanhado pela mãe”, explicou Claudenir Werli.
O coordenador da Defesa Civil ressaltou que encontros com fauna silvestre são rotineiros em Naviraí, cuja área circundante abriga unidades de conservação e corredores ecológicos. Ele orienta manter distância, evitar ruídos e não alimentar os animais. Em situações de risco ou dúvida, recomenda-se contatar prontamente os órgãos ambientais para receber apoio e instruções adequadas.
Apesar de ambas apresentarem pelagens manchadas, há diferenças visíveis entre jaguatirica e onça-pintada. O porte é uma pista básica: onças-pintadas podem atingir até 100 quilos, ao passo que jaguatiricas — também chamadas de ocelotes — têm peso médio de 15 a 20 quilos. Esse contraste de tamanho costuma ser determinante em campo.
Outra característica relevante está no padrão das manchas. As onças-pintadas exibem rosetas pretas, semelhantes a círculos irregulares com pontos internos, enquanto as manchas das jaguatiricas formam faixas longitudinais ao longo do corpo. Além disso, a disposição das manchas não é simétrica entre os lados do animal, e cada padrão é único para cada indivíduo.
Apesar das distinções, as duas espécies são classificadas pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) como “quase ameaçadas” ou “vulneráveis”. Esse status reforça a necessidade de ações de conservação, monitoramento e educação ambiental, além de reforçar a importância de avisar autoridades competentes no caso de novos avistamentos.








