
Pai é preso em flagrante em Ramilândia suspeito de matar a filha de 5 anos enquanto dormia (Foto: Instagram)
Uma menina de apenas 5 anos foi encontrada morta nesta terça-feira (08) em Ramilândia, no oeste do Paraná. O pai da criança, um homem de 30 anos, foi preso em flagrante suspeito de tê-la assassinado enquanto ela dormia. Conforme relatos da Polícia Militar, a vítima foi localizada dentro da própria casa pela avó paterna, que acionou socorro ao perceber sinais de que algo estava errado.
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A corporação explica que o homem confessou o crime durante depoimento e admitiu que estava sob efeito de drogas no momento do ocorrido. Ele declarou aos policiais que matou a filha intencionalmente com o objetivo de causar sofrimento à mãe da menina, que trabalhava fora de casa quando o crime aconteceu.
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Segundo o relato da PM, a avó da vítima deixou a neta dormindo em casa enquanto fazia compras em um supermercado pela manhã. Ao voltar, encontrou o filho bastante agitado e, ao verificar o quarto, viu a menina caída. Ela a colocou no colo e ligou imediatamente para o serviço de emergência, mas os profissionais constataram o óbito no local. O corpo apresentou sinais de asfixia e marcas no pescoço.
A equipe da Polícia Militar foi acionada e encontrou o pai dentro da residência sem oferecer resistência. Ele foi detido em flagrante e encaminhado à Delegacia de Matelândia, no município vizinho, onde a Polícia Civil passou a conduzir as investigações.
Em um primeiro momento, o suspeito apresentou à autoridade policial a versão de ter sofrido um surto psicótico com alegações de cunho religioso. Posteriormente, contudo, alterou o depoimento e confessou ter matado a própria filha como forma de atingir a mãe da criança.
Com base na confissão de que a criança foi usada para causar dor à mulher, a investigação avalia a possibilidade de vicaricídio, termo que se refere ao homicídio de um parente para gerar sofrimento psicológico a outra pessoa. A polícia ainda coleta provas, ouve testemunhas e busca esclarecer toda a dinâmica do assassinato. O suspeito permanece preso e responderá criminalmente pelo homicídio, enquanto o enquadramento legal definitivo será definido ao longo do processo.








