
Investidores acompanham painel de cotações no mercado de Tóquio (Foto: Instagram)
As principais praças financeiras da Ásia encerraram o dia sem direção única, num movimento influenciado pelas preocupações com a alta dos preços do petróleo. Enquanto investidores digeriam os impactos potenciais do barril mais caro, o índice sul-coreano Kospi se destacou ao superar novamente a marca de 7.000 pontos, refletindo a expectativa de que os aportes em inteligência artificial estimulem a economia local.
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Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,2%, terminando o pregão em 65.142,78 pontos. Entre os destaques negativos, a Japan Tissue Engineering registrou queda de 10%, seguida pela Land Co, que caiu 9,1%. No lado oposto, a Albis disparou 20% depois que seu conselho aprovou uma oferta pública de aquisição da Life Corporation, movimento que pode retirar as ações da empresa do mercado acionário.
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Em Seul, o Kospi fechou em alta de 1,4%, aos 7.051,64 pontos. Economistas do Bank of America destacam que um período de valorização prolongada no setor de chips, alimentado pelos investimentos globais em IA, deverá exercer efeito cascata na economia sul-coreana. O banco revisou para cima suas projeções de crescimento do PIB local, elevando as estimativas de 3,1% para 3,6% em 2026 e de 2,2% para 2,5% em 2027.
Os analistas apontam ainda sinais claros de transbordamento do aumento da demanda por chips de IA. Observam-se incrementos nos investimentos em capacidade de manufatura e novas plantas de construção, reforço dos gastos fiscais sustentados por uma arrecadação tributária crescente, além de um consumo doméstico mais firme, o que tende a ampliar o ritmo de expansão econômica.
Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,28%, aos 3.951,51 pontos, enquanto o Shenzhen Composto permaneceu estável em 2.526,15 pontos. Em Taiwan, o Taiex avançou 0,2%, fechando em 47.183,36 pontos, e em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 0,2%, a 25.274,96 pontos. Já na Oceania, o S&P/ASX 200 recuou 0,11%, encerrando o dia aos 8.911,40 pontos.
Na terça-feira, o vice-governador do Banco Central da Austrália, Andrew Hauser, surpreendeu ao abandonar o tom habitualmente cauteloso de autoridades monetárias. Hauser afirmou que grande parte da população está “furiosa” com a demora na queda da inflação e manifestou indignação diante das persistentes pressões sobre os preços.








