
Lula em pronunciamento nacional defende soberania e critica ‘tarifaço’ dos EUA (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento na noite de domingo (06), em rede nacional de rádio e televisão, para reforçar a defesa da independência política e econômica do Brasil. Na véspera do Dia da Independência, ele afirmou com veemência: “Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, criticando potências estrangeiras que, segundo ele, ameaçam transformar o país novamente em submissão.
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Lula relacionou esse posicionamento às recentes medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, classificadas por ele de “tarifaço” pelo governo de Donald Trump. O teor do pronunciamento, que durou cerca de três minutos, já havia sido antecipado na sexta-feira (04) pelo Broadcast Político, em meio à intensificação de sua campanha à reeleição.
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Durante o discurso, Lula destacou que “defender a independência do Brasil é defender a nossa soberania e a nossa democracia” e acrescentou que, “mais do que nunca, é preciso lutar pelo que é nosso”. Citou como exemplos as reservas brasileiras de terras raras, o marco legal para minerais críticos, o petróleo descoberto na Margem Equatorial e a Amazônia, apontada como a maior fonte de água doce do planeta. Para o presidente, esses recursos naturais devem “servir ao futuro do povo brasileiro”, gerando tecnologia, riqueza e empregos dentro do país.
O chefe do Executivo ainda ressaltou que “um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros”. Para ele, não basta apenas citar soberania em discursos: é necessário transformá-la em ações concretas que protejam os ativos nacionais.
Em outro trecho, Lula fez um recado direto aos Estados Unidos, afirmando que o Brasil não aceitará tutelas sobre suas decisões comerciais. “Somos um País soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”, disse. Ele defendeu o livre comércio, mas rejeitou qualquer imposição sobre com quem o Brasil pode negociar.
Por fim, o presidente exaltou a Amazônia, a diversidade cultural e a agenda de transição energética como motivos de orgulho para os brasileiros. Ele concluiu pedindo que “Deus continue abençoando o Brasil”, reafirmando a importância da fé e da união nacional em torno do progresso e da autonomia do país.








