
Dra. Gassi Paola de Souza Maria, encontrada morta em Maringá (Foto: Instagram)
A Polícia Civil do Paraná revelou detalhes estarrecedores sobre o assassinato da médica Gassi Paola de Souza Maria, de 37 anos, no bairro Bosque 2, em Maringá. Segundo o delegado Adriano Garcia, o ex-companheiro da vítima, o advogado João Vitor Domingues Romeiro, fugiu após o crime e está com prisão preventiva aguardando decretada.
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A formalização da prisão de João Vitor, de 25 anos, ocorreu nesta segunda-feira. Ele é o principal suspeito de ter esfaqueado a médica na madrugada de sábado (05). A PCPR aguarda agora a decisão judicial para mantê-lo detido.
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Em entrevista coletiva, Adriano Garcia descreveu o apartamento como “cenário de terror”. A médica trabalhava na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, em Sarandi, e foi encontrada morta a golpes de faca em diversos cômodos. A perícia constatou sangue espalhado pelo imóvel.
De acordo com o delegado, João Vitor viajou de Mandaguari a Maringá para visitar o filho do casal, um bebê de apenas 8 meses. Ao chegar, iniciou-se uma discussão motivada pela insistência dele em retomar o relacionamento, que ela já não aceitava.
Após desferir entre 10 e 12 facadas na ex-parceira, o suspeito colocou o filho para dormir com frieza e então fugiu rumo a Mandaguari, onde mora a mãe dele. Lá, confessou o crime a familiares antes de ser entregue à polícia.
Vizinhos acionaram a polícia após ouvirem o choro prolongado da criança. No local, constataram o corpo da médica sem sinais vitais. A investigação aponta ainda indícios de esganadura, relatados pelo próprio autor ao confessar o feminicídio.
João Vitor apresentou cortes no pescoço e precisou de atendimento hospitalar, sob escolta, antes de ser levado à Delegacia de Homicídios. Seu carro e celular foram apreendidos para perícia, visando esclarecer se as lesões foram tentativa de suicídio ou reação da vítima.
A apuração passará à Delegacia da Mulher de Maringá, chefiada pela delegada Dra. Paola, que aguarda o laudo necroscópico do Instituto Médico-Legal para confirmar a causa exata da morte. O caso gerou comoção em Sarandi e Marialva, onde o agressor ocupava cargo comissionado e foi imediatamente exonerado, enquanto as prefeituras decretaram luto e prestaram solidariedade aos familiares.








