
Flávio Bolsonaro critica Alexandre de Moraes em Ponta Grossa (Foto: Instagram)
Durante compromisso em Ponta Grossa (PR), no último sábado (05), o senador e candidato do PL ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, qualificando-o como uma ‘laranja podre’ dentro da Corte. Em entrevista à imprensa local, Bolsonaro afirmou que o Brasil vive um momento “muito ruim, muito difícil” e defendeu a necessidade de proteger a instituição e seu papel fundamental na democracia.
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O parlamentar acusou Alexandre de Moraes de operar o que chamou de “gabinete da perseguição” no STF, alegando que o ministro lidera iniciativas para incriminar adversários políticos. Bolsonaro disse ser indispensável impedir que toda a Corte seja contaminada por essas ações individuais e destacou que a magistratura brasileira não se reduz ao comportamento de um único integrante.
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Em sua fala, Bolsonaro ressaltou que seu eventual governo teria como missão restaurar a reputação dos poderes em vez de privilegiar interesses individuais. “Este vai ser o meu papel como presidente da República: resgatar a credibilidade das instituições, e não ficar protegendo pessoas”, declarou. Para ele, Alexandre de Moraes não possui condições de permanecer no STF e não representa a totalidade dos magistrados do país.
Na mesma entrevista, o candidato antecipou detalhes do protesto programado para 7 de setembro na Avenida Paulista, em São Paulo. Ele anunciou que o ato terá o lema “Fora Lula, Fora Moraes” e deverá reunir apoiadores em uma das principais manifestações do Dia da Independência. Segundo Bolsonaro, a iniciativa servirá para demonstrar o descontentamento popular contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo.
Bolsonaro lamentou ainda a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que optou por não pautar o processo de impeachment contra Alexandre de Moraes. Para o candidato, o presidente da Casa Legislativa deveria ter utilizado o mecanismo de fiscalização previsto na Constituição. Há, segundo ele, mais de 54 pedidos de impeachment engavetados e aguardando análise formal.
O candidato do PL também criticou a decisão de Alexandre de Moraes que incluiu o ministro André Mendonça, então relator do inquérito sobre o Banco Master, no inquérito das fake news. Bolsonaro considerou essa medida arbitrária e repudiou qualquer iniciativa de levar Mendonça a um possível processo de impedimento. “Está às claras para o Brasil inteiro ver o que é o gabinete do ministro Alexandre de Moraes. É o gabinete da perseguição”, enfatizou o senador.








