STF intensifica segurança na sede em Brasília para Sete de Setembro em meio à crise com André Mendonça e Alexandre de Moraes

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Desfile cívico-militar em Brasília no 7 de Setembro com reforço de segurança do STF (Foto: Instagram)

Em meio ao atrito interno entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu reforçar o esquema de segurança em torno de sua sede em Brasília para o Sete de Setembro. A articulação de proteção seguirá o mesmo modelo empregado em anos anteriores e em ocasiões especiais que possam oferecer riscos às instalações da Corte.

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O planejamento para o evento está sendo realizado de forma conjunta entre o próprio STF, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Palácio do Planalto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), as forças de segurança do DF e outros órgãos de defesa.

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Segundo o STF, a atuação integrada inclui compartilhamento de inteligência, avaliação de riscos e definição coordenada do efetivo, áreas de responsabilidade, revistas, bloqueios, restrições do espaço aéreo e monitoramento de drones. O tribunal afirma que adotará “as medidas de reforço necessárias” em todas as instâncias de atuação.

O modelo de segurança colaborativa vem sendo aplicado pelo STF nos últimos anos e ganhou maior intensidade depois de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes em Brasília foram invadidas em uma tentativa de golpe. Para 2026, o aparato de proteção já havia sido planejado antes mesmo de a crise interna no tribunal emergir.

No início desta semana, André Mendonça encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório da Polícia Federal com indícios de uma relação considerada “pouco republicana” entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Em resposta, Moraes solicitou a Fachin a abertura de procedimento investigatório contra Mendonça, apontando supostas irregularidades na condução do caso.

O reforço de segurança na sede do tribunal, além de visar a integridade física das instalações, também busca garantir a estabilidade institucional do Supremo diante das tensões internas. A mobilização reforça a prioridade dada à proteção da Corte em um momento marcado por disputas políticas e judiciais.