Mulher faz pedido de socorro em bilhete no caderno do filho e é resgatada de cárcere privado

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Bilhete de socorro revela cárcere privado de jovem em Gongogi (BA) (Foto: Instagram)

Uma jovem de 22 anos mantida em cárcere privado pelo companheiro no distrito de Nova Palma, em Gongogi, na Bahia, foi resgatada e o suspeito de 27 anos acabou preso em flagrante na última quarta-feira (2). O caso veio à tona após a mulher enviar bilhetes de socorro no caderno de seu filho de 7 anos, compartilhado com o irmão de um ano e dois meses. A Polícia Civil confirmou as denúncias ao cumprir o mandado de busca e apreensão.

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O pedido de ajuda foi descoberto pela professora da criança, que notou mensagens ocultas durante as atividades escolares e imediatamente alertou as autoridades. Sem poder deixar a casa ou falar com parentes, a vítima encontrou nessa via de comunicação uma forma discreta de denunciar as agressões e ameaças que sofria diariamente.

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Nos bilhetes, a mulher relatava que o companheiro dizia que ia matá-la e a atacava com um facão. “Ele fala em me matar. Ele me corta de facão e, se eu for embora, ele disse que corta o meu cabelo. Ele fala que vai me jogar água quente e enfiar minha cara na terra. […] Socorro”, escrevia a vítima, que ainda era impedida de manter contato com familiares, incluindo a própria mãe.

Após receber a denúncia, a Polícia Civil da Bahia monitorou a residência durante vários dias, percebendo que o imóvel permanecia fechado e que a mulher quase não saía para conversar ou comprar mantimentos. O delegado Rodrigo Fernando de Souza coordenou a operação e obteve o mandado de busca e apreensão junto ao Poder Judiciário.

Logo após a autorização, os agentes entraram na casa e encontraram a vítima, que confirmou ter sido mantida em cárcere privado. Ela relatou ter vivido oito anos de relacionamento abusivo, com dois filhos – um de 7 anos e outro de 1 ano e 2 meses – privados de qualquer contato com parentes maternos.

O suspeito foi detido em flagrante na quarta-feira (2) e encaminhado à Delegacia Territorial de Gongogi, onde foi autuado pelos crimes de cárcere privado, lesão corporal e ameaça. A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante para preventiva. O caso segue sob investigação para apurar possíveis desdobramentos e novas responsabilidades.