Adolescente é apreendido suspeito de torturar mais de 200 gatinhos em lives

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Agentes da Polícia Civil durante operação contra zoossadismo (Foto: Instagram)

Um adolescente de 15 anos foi detido na quarta-feira, 2 de fevereiro, em Timon (MA), suspeito de torturar mais de 200 filhotes de gatos durante transmissões ao vivo em plataformas digitais. A ação resulta de seis meses de apuração conduzida pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), vinculado à Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

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O jovem foi localizado em São Luís, capital do Maranhão, onde a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão e de internação expedidos pela Justiça para menores infratores. Na ocasião, os agentes recolheram um celular que teria sido utilizado para as transmissões das cenas de crueldade.

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De acordo com a delegada Lisandrea Salvariego, coordenadora do Noad, o adolescente chegava a maltratar “cinco a seis animais por madrugada”, submetendo-os a sofrimento extremo que mobilizou a equipe. A delegada também relatou ter recebido ameaças do suspeito quando a investigação avançou. Além dos maus-tratos, ele é apontado por incentivar vítimas à automutilação durante as sessões.

O jovem será transferido para São Paulo, onde deverá cumprir a medida socioeducativa de internação definida pela Justiça. A apuração contou com a participação da Polícia Federal, reforçando a cooperação entre as esferas estadual e federal no combate a crimes praticados na internet.

O caso ocorre em meio a um aumento expressivo de registros de zoossadismo — ato de obter prazer ao assistir o sofrimento de animais — em ambientes virtuais. Relatórios do Noad indicam que entre 2025 e 2026 houve um crescimento de 200% nesse tipo de delito, o que pressiona as autoridades a aprimorarem técnicas de monitoramento.

Desde a criação do Núcleo de Observação e Análise Digital, em novembro de 2024, aproximadamente 1,2 mil animais foram resgatados graças às operações de investigação e prevenção realizadas pela SSP-SP. Entre as espécies salvas estão cães, gatos e porquinhos-da-índia, com predominância de filhotes em situação de risco.

Além do combate aos maus-tratos contra animais, o Noad já apoiou 411 vítimas de crimes como estupro, automutilação e indução ao suicídio em plataformas digitais. A unidade segue ampliando seu alcance por meio de equipe multidisciplinar e tecnologias especiais, com o objetivo de proteger tanto seres humanos quanto animais vulneráveis.