
Vendedor de açaí é levado à força por engano em Teresina (Foto: Instagram)
Um comerciante que vendia açaí no bairro Porto Alegre, em Teresina, foi levado à força para a delegacia após ser confundido com um suspeito envolvido em uma confusão registrada horas antes. Testemunhas gravaram toda a abordagem, o que gerou revolta na comunidade, e o engano só foi confirmado quando o erro de identidade chegou à Central de Flagrantes.
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No dia 29 de fevereiro de 2026, policiais chegaram ao estabelecimento acreditando ter encontrado um dos participantes de um tumulto na noite anterior. O vendedor, que estava trabalhando normalmente em seu ponto de venda de açaí, negou veementemente qualquer ligação com o episódio, mas ainda assim foi conduzido pelos agentes até a delegacia.
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As imagens que viralizaram mostram o momento em que os policiais atravessam o balcão do comércio e puxam o comerciante pelo braço. Durante a ação, o vendedor manteve-se calmo, repetindo que não tinha participado da confusão. Enquanto isso, sua esposa tentou interceder, mas acabou sendo xingada por um dos policiais, que questionava: “Quem é tu?” e chegou a chamá-la de “vagabunda”.
A confusão de identidade teria origem em uma ocorrência de sábado à noite, quando houve uma briga na mesma região. Acionados, os agentes creditaram erroneamente que o comerciante fosse um dos envolvidos. O erro só ficou evidente após a chegada ao Central de Flagrantes, onde documentos e depoimentos comprovaram que ele atuava apenas como vendedor de açaí.
No registro oficial da delegacia, ficou comprovado que o acaiáceo não mantinha qualquer relação com a altercação que motivou a mobilização policial. Assim que as autoridades confirmaram o engano, o comerciante recebeu liberação imediata e pôde retornar ao seu ponto de trabalho, onde retomou o atendimento aos clientes.
O episódio repercutiu intensamente nas redes sociais, com moradores locais criticando a atuação da polícia e questionando os protocolos de identificação utilizados pelos agentes. Para muitos, o caso evidencia falhas na checagem prévia antes de iniciar uma abordagem que tirou a liberdade de quem apenas exercia seu ofício.








