
Imagem de câmeras mostra viatura da PM ao lado do carro do motorista de Fernando Haddad em SP (Foto: Instagram)
Novas imagens divulgadas em 14 de outubro pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) mostram o momento em que uma viatura da Polícia Militar (PM) trafega ao lado do carro do motorista de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, na noite de 11 de outubro. A SSP afirmou que não houve abordagem ao condutor e que as imagens corroboram essa versão.
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Segundo a pasta, foram examinadas mais de 70 câmeras de segurança — entre públicas e privadas — na região do hotel onde o veículo estava estacionado, na Rua Joinville, próximo à Avenida 23 de Maio, na Vila Mariana. As gravações não registraram qualquer interação entre os policiais e o motorista, que aparece apenas estacionando e seguindo viagem.
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Uma reunião foi agendada entre os responsáveis pela apuração para esclarecer o ocorrido. Em seguida, a SSP prestará esclarecimentos ao Ministério Público Federal (MPF), com base no relato de Haddad sobre uma suposta perseguição política orquestrada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), intensificando o embate entre as campanhas.
Na manhã de 13 de outubro, durante evento em Bebedouro, Haddad relatou que o motorista — um pequeno empreendedor e pai de família — se sentiu intimidado ao ser seguido por cerca de cinco quilômetros após deixá-lo em casa. “Eu falei para ele [delegado Osvaldo Nico, secretário da Segurança Pública] onde passaram, onde ele foi abordado no hotel”, explicou o candidato.
O ex-ministro ainda mencionou outro boletim de ocorrência, registrado cerca de uma hora e meia após o episódio, que justificava a presença da viatura por causa de um roubo às 11h10. “O que aconteceu comigo foi às 9h45, então, a menos que haja um programa de inteligência sobrenatural, não faz sentido”, criticou Haddad.
As câmeras também mostraram o carro de Haddad estacionando em frente ao prédio, seguido por uma viatura da PM poucos instantes depois. Ao chegar ao hotel, o motorista teria questionado os policiais sobre o motivo da abordagem. De acordo com o advogado Hélio Silveira, que representa Haddad, os agentes, armados com fuzis, orientaram o funcionário a deixar o local, e o episódio durou cerca de 40 minutos. Em reação, a SSP determinou a identificação das equipes que atuavam na área para apurar a conduta dos militares.








