
José Roberto Arruda anuncia desistência de recurso sobre impugnação de sua candidatura (Foto: Instagram)
O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) anunciou nesta quinta-feira (24.set.2026) que não vai recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral que impediu o registro da sua candidatura ao Palácio do Buriti, classificando esse momento como sua “última missão” em Brasília.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Em vídeo publicado no Instagram, Arruda demonstrou tristeza e indignação com o resultado, mas ressaltou o respeito às decisões do Judiciário. A Corte determinou que o caso siga ao Tribunal Regional Eleitoral do DF para retirar seu nome das urnas e suspender o acesso aos fundos de campanha, após placar de 5 votos a 2.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Arruda afirmou que, como cidadão, confia na Justiça mesmo quando suas decisões divergem de seu ponto de vista e do que considerava justo. Segundo ele, esta é a hora de agradecer a todos que o apoiaram e reconhecer que esta pode ter sido sua última contribuição política na capital federal.
Ainda no vídeo, o ex-governador destacou que sempre apresentou críticas e sugestões construtivas para enfrentar os problemas que Brasília enfrenta, e procurou, com sua experiência, propor as melhores soluções para a cidade. Ele reafirmou o compromisso de deixar propostas que possam beneficiar o futuro da população do DF.
Ao se dirigir à sua equipe de campanha, Arruda pediu desculpas por desapontá-los e reiterou que registrou a candidatura dentro dos parâmetros legais. Ele lembrou que os dois votos divergentes no TSE comprovam, “à luz do dia”, a existência de debates sobre a aplicação da norma e seu direito político.
Apesar de demonstrar indignação com a medida, o ex-governador garantiu estar sereno e tranquilo, ainda que triste com o desfecho. “Estou muito calmo, pessoalmente. Triste, claro, indignado até com o que se fez, mas sempre respeitoso”, disse.
A decisão do TSE confirmou o entendimento anterior do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, que havia negado em agosto o registro de Arruda. O debate central girou em torno do cálculo do período de inelegibilidade após as alterações na Lei da Ficha Limpa, sancionadas em 2025.
O Ministério Público apontou seis condenações deslindadas fora do prazo de oito anos, o que, na interpretação mais favorável, ainda não cumpriria o período exigido até as eleições de outubro. A defesa argumentava que as sentenças são conexas e deveriam ser somadas, mas o MP defende que Arruda permanece inelegível até 2030, com base na regra de 12 anos adotada nos demais casos.








