Lula adverte que quem tentar interferir nas eleições ‘vai apanhar muito’

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Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso na convenção que confirmou Fernando Haddad como candidato ao Governo de São Paulo (Foto: Instagram)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou neste sábado (25) em São Paulo que o Brasil não aceitará qualquer ato de ingerência de governos estrangeiros nas eleições de 2026. Em seu pronunciamento na convenção que confirmou Fernando Haddad como candidato ao Governo paulista, Lula afirmou com vigor que quem tentar influenciar o pleito “vão apanhar muito”.

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Na fala dirigida a militantes e simpatizantes, Lula ressaltou que apenas os brasileiros têm o direito de decidir o futuro do país. Ele frisou que nenhuma interferência externa será tolerada e que o resultado das urnas refletirá exclusivamente a vontade do eleitorado nacional, sem quaisquer intromissões de potências estrangeiras.

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Em tom de alerta, o petista disse: “Não venham de fora querer meter o dedo nas nossas eleições. Eu não sou de fazer bravata, mas trago do berço uma lição de minha mãe analfabeta: andar de cabeça erguida e ter vergonha e caráter, virtudes que não se encontram em shopping ou no Mercado Livre.” Ele enfatizou valores aprendidos em casa.

Logo em seguida, o presidente reforçou o recado: “Quem quiser, de fora, vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo, vão apanhar muito aqui nas eleições.” A declaração sublinha a determinação de Lula em salvaguardar a soberania e a lisura do processo democrático no país.

O discurso ocorreu dias depois de o governo federal negar visto a uma comitiva dos Estados Unidos que pretendia visitar o Brasil para debater liberdade de expressão e o sistema eleitoral, a poucos meses do pleito de outubro. Integrantes do grupo eram Riley M. Barnes, secretário de Estado adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel D. Samson, subsecretário adjunto do mesmo departamento.

Esse episódio se somou às recentes manifestações do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que voltou a questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas. Segundo o Itamaraty, tais declarações influenciaram a decisão de barrar a delegação americana, vista pelo governo brasileiro como possível tentativa de interferência.

Durante o evento, Lula também alertou para o uso intensivo de inteligência artificial na campanha eleitoral. Segundo ele, adversários vão recorrer a ferramentas digitais para fabricar informações inverídicas, atribuir acusações falsas e prometer o que jamais poderão cumprir. “A base da sustentação da campanha deles é uma coisa chamada mentira. E a mentira só faz e só conta quem não tem biografia.”

Além das advertências, o presidente elogiou Fernando Haddad, o candidato a vice-governador Márcio França (PSB) e as ex-ministras Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede), postulantes ao Senado. Lula destacou que todos têm trajetória política consolidada, sem vínculos com milicianos ou crime organizado, e deram início oficial à corrida pelo Governo de São Paulo em 2026.