Vídeo mostra Léo Áquilla afirmando que foi vítima de assédio em supermercado

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Léo Áquilla em imagem divulgada após denunciar assédio sexual em supermercado (Foto: Instagram)

Léo Áquilla, conhecida ativista, relatou ter sido alvo de assédio sexual dentro de um supermercado em São Paulo. Nas redes sociais, ela compartilhou um vídeo que registra o momento em que confronta o homem que, segundo seu relato, fez comentários de cunho sexual enquanto ela fazia compras. A gravação viralizou após ser publicada na quarta-feira (22). No registro, a militante questiona o autor da fala sobre o direito dela de frequentar espaços públicos sem ser alvo de observações indesejadas. Ela também afirma que acionou a polícia após o ocorrido, com o objetivo de formalizar a denúncia e coibir novas ocorrências.

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Sempre firme, Léo pergunta ao rapaz se ela deveria simplesmente aceitar ouvir declarações como aquela, mesmo enquanto realiza tarefas cotidianas. Segundo a ativista, o homem confessou que havia dito que pensaria nela ao se masturbar ao chegar em casa, e pediu desculpas, alegando que tinha se expressado assim por considerá-la bonita. Ele ainda se descreveu como “peão de obra” em uma tentativa de justificar sua fala. Contudo, Léo rebateu a justificativa, defendendo que comentários desse tipo constituem assédio e não podem ser naturalizados em qualquer ambiente.

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No diálogo, a ativista ressaltou que nenhuma mulher deve ser obrigada a suportar palavras de teor sexual sem dar consentimento, frisando que atitudes como aquela incentivam outros episódios de constrangimento. “Eu não sou obrigada a passar por isso”, afirma Léo no vídeo, destacando a importância de registrar situações de assédio para evitar que se repitam. Para ela, a gravação serve como prova do que foi vivido e um alerta para que estabelecimentos e a sociedade ajam com responsabilidade quando esses casos surgem.

Após confrontar o agressor, Léo Áquilla dirigiu-se à equipe de segurança do supermercado para solicitar apoio no registro formal do incidente. Segundo a ativista, era fundamental que o estabelecimento se posicionasse e adotasse medidas internas para proteger as frequentadoras e impedir que outras mulheres passassem pela mesma situação de desconforto e medo. “Se ele faz isso comigo, sente-se legitimado para repetir com qualquer outra mulher”, destacou, reforçando a necessidade de políticas de prevenção e atendimento aos casos de assédio em locais públicos.

Na sequência, Léo contou que uma viatura foi chamada ao local e que o boletim de ocorrência foi registrado. Em sua postagem, ela declarou: “Fui assediada no mercado e fiz o que toda mulher deve fazer. Não aceitei… fiz uma denúncia e uma viatura foi chamada”. O relato recebeu manifestações de apoio nas redes sociais, com seguidores elogiando sua atitude de expor o abusador e buscar amparo legal. A ativista espera que sua iniciativa encoraje outras mulheres a denunciarem e contribuir para a cultura de respeito.