Suspeito de matar a namorada liga para padrasto e admite ter “feito uma besteira”

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Jovem mata namorada de 16 anos e tira a própria vida na Bahia (Foto: Instagram)

O jovem de 18 anos apontado como autor da morte de sua namorada de 16, em Luís Eduardo Magalhães (BA), telefonou para o padrasto pouco antes de cometer o crime e confessou ter “feito uma besteira”. A ligação atiçou ainda mais a apreensão da família, que logo identificou a gravidade da situação e solicitou apoio das autoridades locais.

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A vítima, Tayna Maria da Silva, foi encontrada sem vida dentro da residência onde morava com o suspeito, Cleverton Silva Machado. O corpo apresentava perfurações de faca, sinais de queimaduras espalhadas pelo tronco e cabelos cortados. No mesmo imóvel, policiais militares descobriram o jovem já sem sinais vitais.

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Conforme relato da Polícia Militar e apuração da TV Oeste, afiliada da Rede Bahia, o padrasto de Cleverton recebeu uma ligação em que o enteado dizia ter cometido um grave erro e deixava claro o desejo de tirar a própria vida. Imediatamente, ele se deslocou até o endereço indicado, temendo encontrar a filha em perigo.

Ao chegar, o padrasto encontrou Cleverton caído próximo à porta lateral da casa. Já na cozinha, deparou-se com Tayna estendida no chão, apresentando marcas de violência. Em estado de choque, acionou novamente a PM, que isolou a área para a perícia e o início das investigações.

A Polícia Civil classificou o episódio como feminicídio e abriu inquérito para esclarecer todas as circunstâncias do crime. Os corpos de Tayna e Cleverton foram encaminhados ao Instituto Médico Legal de Luís Eduardo Magalhães, onde passaram por exames necroscópicos para determinar a dinâmica dos ferimentos e confirmar a causa das mortes.

O enterro de Tayna Maria da Silva ocorreu na quinta-feira (9), às 14h30, no cemitério Jardim da Saudade, em Luís Eduardo Magalhães. Até o momento, as autoridades não divulgaram data ou local para o sepultamento de Cleverton, cujo corpo ainda aguarda liberação familiar.

De acordo com familiares, Tayna havia decidido terminar o relacionamento dias antes do crime e retirado seus pertences do imóvel. No dia anterior, ela chegou a participar do aniversário da mãe. Em depoimento à TV Oeste, Nathália, irmã da jovem, relatou que Cleverton não aceitava o término: “Ele dizia que, se ela não fosse dele, não seria de mais ninguém”. Vizinhos afirmaram ter escutado gritos em ocasiões anteriores, mas não acionaram a polícia.

A Polícia Civil reforça que as investigações continuam e buscam esclarecer se houve a participação de terceiros e outras possíveis motivações. Testemunhas seguem sendo ouvidas, e peritos trabalham na análise detalhada das evidências deixadas na cena do crime.