Mãe desabafa sobre morte da filha de 17 anos: “Se ela estivesse em casa, estaria livre”

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Adolescente morre em colisão com micro-ônibus escolar em Afogados da Ingazeira (Foto: Instagram)

Uma adolescente de 17 anos morreu na noite de segunda-feira (11) em Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, após colisão frontal entre sua motocicleta e um micro-ônibus escolar da Secretaria de Educação de Solidão. O acidente ocorreu por volta das 22h30 em uma ponte do bairro Padre Pedro Pereira. Apesar da rápida reação de quem estava no local, a jovem sofreu ferimentos graves e não resistiu.

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Identificada como Diolinda Manoela Gomes, ela pilotava uma Honda CG 150 Start vermelha quando bateu de frente contra o veículo responsável pelo transporte de alunos. Diolinda foi socorrida e levada ao Hospital Regional Emília Câmara, mas acabou falecendo ao dar entrada na unidade. Profissionais de saúde confirmaram que os traumas causados pela batida foram irreversíveis.

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Testemunhas ouvidas pelo portal Afogados Conectado relataram que a jovem teria consumido bebida alcoólica antes de pilotar e circulava em velocidade acima do permitido. Segundo depoimentos, ela saiu para deixar uma amiga em outro ponto do bairro e, no trajeto de volta, perdeu o controle da moto. Vizinhos que passavam pela ponte perceberam a derrapagem, correram para ajudar e acionaram o socorro. Muitos comentaram que a estrada é estreita e mal iluminada, o que pode ter contribuído para o impacto.

Quem acompanhou a ocorrência ainda afirmou que houve dificuldade em acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) por conta de falhas na transmissão de coordenadas do local do acidente. A demora na chegada da equipe médica gerou críticas de moradores, que disseram ter sido vítima de “desorganização” no atendimento. Essa falha despertou protestos entre populares, que reclamaram da falta de efetividade no repasse de informações.

Em entrevista ao portal Adielson Galvão, Ana, mãe de Diolinda, descreveu as horas que antecederam o ocorrido. Ela contou que a filha estava com duas amigas na mesma motocicleta e que todas voltavam para casa no momento da batida. “Era do primo da minha menina. Estavam eles três. Ela foi levar a menina e uma colega dela em casa, quando voltou, aí bateu”, detalhou Ana, emocionada. A mãe lamentou profundamente que, se a filha tivesse permanecido em casa, nada disso teria acontecido.

Ana disse que só soube do acidente ao receber um telefonema do hospital solicitando a presença imediata de um familiar. Ao chegar à unidade de saúde, confirmou que Diolinda não resistiu aos ferimentos. Familiares ainda comentaram que a moto ficou irreconhecível, totalmente destruída pelo forte impacto, o que reforça a gravidade da colisão.

Segundo as autoridades, a batida se deu após a jovem perder o controle da direção e colidir de frente com o micro-ônibus escolar. Diolinda, que completaria 18 anos nos próximos meses, era aplicada nos estudos, praticava handebol e era carinhosamente apelidada de “Manu” pelos amigos. O corpo da adolescente foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Caruaru, deixando a comunidade em estado de comoção.