
Maíra Cardi revela passado de violência e abuso em podcast (Foto: Instagram)
Durante sua participação no podcast “Papo Íntimo”, a empresária e influenciadora Maíra Cardi abriu o coração e compartilhou episódios marcantes de sua juventude. Ela revelou que, aos 19 anos, viveu um relacionamento abusivo repleto de violência física e psicológica, cujas consequências a acompanharam por muito tempo. No bate-papo, a influenciadora ressaltou o impacto profundo desses momentos em sua vida pessoal.
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De acordo com Maíra, o grau de violência chegou ao ponto em que ela foi mantida em cativeiro e sofreu estupro. Além disso, passou a receber ameaças constantes e sentiu-se acuada em São Paulo. Amigos e familiares recomendaram que ela se mudasse para Mato Grosso em busca de segurança e distância do agressor. Para a influenciadora, essa mudança foi fundamental para resguardar sua integridade física e emocional.
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Em busca de respaldo legal, Maíra Cardi procurou a delegacia para registrar boletim de ocorrência, mas se deparou com resistência. Segundo ela, um delegado classificou a situação como “briga de marido e mulher não se mete a colher” e recusou-se a instaurar procedimento investigatório. A resposta institucional a fez sentir desacreditada e sem amparo, intensificando a sensação de vulnerabilidade.
Paralelamente, Maíra também relatou ter sido vítima de assédio em uma antiga emissora de televisão. Sem citar nomes, a influenciadora descreveu que um ex-chefe invadia seu espaço e a apalpava na frente de outros funcionários, de forma invasiva e constrangedora. Mesmo diante de testemunhas, o comportamento era ignorado e tratado como descuido ou brincadeira de mau gosto.
Ela contou ainda que, ao tentar impor limites e defender seu espaço, era desacreditada pelo agressor, enquanto colegas e superiores faziam vista grossa. O episódio foi encarado como algo normal dentro da rotina corporativa, sem qualquer repreensão ao responsável. Essa naturalização do abuso interferiu na autoestima de Maíra e provou como a falta de posicionamento institucional pode perpetuar a violência.
Maíra Cardi afirmou que optou por dividir essas histórias publicamente porque, hoje, as mulheres dispõem de mais suporte para denunciar abusos e encontrar acolhimento. Ela espera que seu depoimento encoraje outras vítimas a interromper o ciclo de silêncio e buscar ajuda. A influenciadora reforçou que transformar traumas em voz pode contribuir para uma sociedade mais atenta e menos permissiva diante de qualquer forma de violência.







