
Mandados de prisão por crime brutal chocam Cáceres (Foto: Instagram)
Uma adolescente de 16 anos, identificada como Gabriela da Silva Pereira, foi brutalmente assassinada em setembro de 2024, em Cáceres (MT), após reclamar da qualidade de maconha adquirida de traficantes ligados ao Comando Vermelho (CV). A vítima, que transmitia ao vivo nas redes sociais, teria criticado o produto em um ponto de venda controlado pela facção, o que motivou sua execução. Somente no dia 7 de abril de 2026, essa semana, a Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu mandados de prisão relacionados ao caso.
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Segundo a investigação, Gabriela foi sequestrada logo após a transmissão ao vivo em que expôs insatisfações sobre a droga vendida. Ela passeava com uma amiga quando foi abordada por criminosos; a companheira acabou liberada em seguida. No celular da jovem, os suspeitos encontraram uma imagem na qual ela fazia um gesto associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo rival do Comando Vermelho, o que teria acelerado a decisão de matá-la.
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As apurações apontam que Amanda Kess, apelidada de “Princesa do CV” e presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May por homicídio qualificado, ordenou o crime. A suspeita recebeu a informação sobre a queixa da menor ainda dentro do sistema prisional, acionando integrantes da facção para executar a adolescente como forma de retaliação e exemplo a outros consumidores.
A execução ocorreu com golpes de faca desferidos diretamente na região do pescoço da garota. Logo após o assassinato, o corpo de Gabriela foi abandonado em área de mata próxima à cidade. As condições do crime chocaram a comunidade local e reforçaram alertas sobre a atuação de facções que controlam o tráfico de drogas em Mato Grosso.
O inquérito segue em curso e já teve denúncia aceita pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Até o momento, foram cumpridas 21 ordens judiciais em Cáceres e municípios vizinhos: quatro mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento direto ou apoio logístico. As medidas foram determinadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após parecer favorável do Ministério Público estadual, que também acompanha os desdobramentos do caso.







