Luisa Mell se revolta com vídeo de Janja e faz críticas contundentes

Posted by


Polêmica na Páscoa: preparo de carne de paca por Janja é alvo de críticas de ativista (Foto: Instagram)

No domingo de Páscoa (5), a primeira-dama Janja publicou em suas redes sociais um vídeo no qual aparece preparando uma refeição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na gravação, ela menciona a carne de paca, espécie silvestre cuja caça é proibida no Brasil, mas cujo consumo é permitido quando a procedência é legal. A escolha do alimento gerou repercussão imediata e críticas de internautas, especialmente da ativista Luisa Mell.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

Nesta terça-feira (7), Luisa Mell reagiu diretamente ao conteúdo divulgado por Janja. A ativista questionou a intenção da publicação e afirmou que o vídeo pode estimular práticas ilegais, como a caça de animais silvestres. Para ela, o destaque dado ao preparo da carne de paca envia uma mensagem equivocada ao público.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Luisa Mell ressaltou que a paca desempenha papel essencial na dispersão de sementes, contribuindo para a regeneração das florestas. “A criação de animal silvestre em cativeiro é terrível. Esses bichos não se adaptam ao confinamento e acabam sofrendo”, declarou, enfatizando o sofrimento causado pelo convívio forçado entre indivíduos que, na natureza, vivem de forma solitária.

A ativista também criticou o próprio conceito de criadouros de espécies silvestres, apontando que a manutenção em cativeiro vai contra os hábitos naturais desses animais. Segundo Mell, a rotina imposta nesses ambientes compromete o bem-estar das pacas, que, em liberdade, desempenham funções ecológicas importantes.

Demonstrando indignação, Luisa Mell afirmou esperar uma postura diferente de Janja, alguém que já manifestou apoio às causas animais. Para a ativista, o vídeo configura um incentivo indireto a práticas prejudiciais ao meio ambiente, destoando do discurso protetor dos direitos dos animais.

Em resposta às críticas, Janja esclareceu que a carne de paca foi obtida de um criador autorizado, regularizado pela legislação brasileira. Ela garantiu que não houve irregularidade, pois o consumo de animais silvestres com procedência comprovada é permitido pelas normas vigentes.

A polêmica despertou maior interesse do público sobre a regulamentação do comércio e criação de espécies silvestres no Brasil. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é o órgão responsável pela fiscalização, exigindo licenciamento ambiental, registro oficial, controle sanitário, acompanhamento técnico e comprovação da origem dos animais. Devido a essas exigências, o número de criadouros autorizados no país permanece restrito.