Mariana Goldfarb revela mensagens perturbadoras de stalker e impressiona internautas

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Mariana Goldfarb denuncia perseguição virtual nas redes sociais (Foto: Instagram)

Mariana Goldfarb usou suas redes para denunciar uma onda de mensagens insistentes e perturbadoras enviadas por um homem desconhecido. A modelo compartilhou capturas de tela nas quais o autor faz declarações invasivas e insistentes, afirmando repetidamente que terão um relacionamento, sem qualquer reciprocidade. Ela chamou atenção para o caráter obsessivo das abordagens, que se estendem por meses e causam angústia e desconforto, evidenciando um caso de perseguição virtual.

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Nos prints divulgados, as investidas começaram no final de 2025 e se intensificaram nas últimas semanas, com frases como “Mari, você será minha mulher!”, “Você será o grande amor da minha vida” e “Eu serei o homem que te fará feliz para sempre”. Essas mensagens sem resposta refletem um padrão obsessivo de comportamento, no qual o autor insiste em vislumbrar um futuro amoroso ao lado da influenciadora, ignorando bloqueios e a ausência de qualquer contato por parte dela.

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Além dos prints, Mariana gravou um vídeo nos stories do Instagram para desabafar sobre a situação. Ela expressou que não considera o caso motivo de riso e ironizou a necessidade de ajuda psicológica: “Dizem que remédio para maluco é um maluco e meio, né? Só que existem casos que a gente não alcança”. A modelo questionou ainda a eficácia de bloqueios, pois o perseguidor volta a criar perfis para retomar os envios e perguntou: “Como é que a gente faz a denúncia?”.

O episódio exemplifica o que se classifica como stalking, uma forma de perseguição constante e obsessiva que gera medo, insegurança e impactos psicológicos na vítima. De acordo com o especialista Dr. Spencer Toth Sydow, o comportamento inclui observação detalhada da rotina, vigilância e análise de hábitos e preferências, mantendo uma presença indesejada na vida do alvo, seja por meio de abordagens aparentemente inofensivas ou ações claramente invasivas.

No Brasil, a legislação passou a enquadrar o stalking como crime em abril de 2021, por meio da Lei nº 14.132/21, que incluiu o artigo 147-A no Código Penal. A conduta de perseguir, ameaçar, intimidar ou invadir a privacidade alheia de forma reiterada acarreta pena de seis meses a dois anos de prisão, além de multa. Em casos com agravantes, como quando a vítima é mulher, criança, idoso ou quando há uso de meios tecnológicos, a pena pode chegar a três anos.

Especialistas recomendam que as vítimas de perseguição persistente registrem boletim de ocorrência em qualquer delegacia ou pela delegacia eletrônica, mesmo sem identificação do autor, pois é comum o uso de perfis falsos. A polícia pode solicitar aos provedores de plataformas digitais informações que auxiliem na identificação do stalker. Para que o processo avance, é fundamental que a vítima apresente representação criminal, formalizando o desejo de responsabilizar o agressor.