Governo avalia unificar e renegociar dívidas de brasileiros endividados

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Cédulas e moedas do real simbolizam proposta de unificação de dívidas (Foto: Instagram)

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva estuda lançar um programa de renegociação de dívidas voltado a pessoas físicas, prevendo a unificação de diferentes compromissos financeiros em um único contrato. A proposta surge após as recentes medidas destinadas a atenuar os impactos econômicos provocados pela guerra no Oriente Médio e tem como meta simplificar o gerenciamento de débitos e reduzir as taxas de juros aplicadas atualmente. O programa ainda está em fase preliminar e pode sofrer ajustes antes de ser anunciado oficialmente pelo Planalto.

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O tema foi debatido em reunião na manhã de terça-feira (07) entre o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, conforme apurou a GloboNews. A ideia central é consolidar dívidas de cartão de crédito, crédito pessoal e outros empréstimos em apenas um contrato de refinanciamento. Segundo fontes da emissora, o novo acordo poderá estender prazos de pagamento e incluir descontos sobre o montante total, além de oferecer taxas de juros mais competitivas.

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De acordo com integrantes do governo, o abatimento no valor principal da dívida pode chegar a 80% em alguns casos, o que contribuiria para reduzir o comprometimento da renda familiar. A equipe econômica avalia que a diminuição do serviço da dívida permitirá a recuperação do poder de compra das famílias e poderá estimular o consumo, contribuindo para mitigar os efeitos da inflação.

Para agilizar o processo e ampliar a adesão, o programa prevê que todo o procedimento de renegociação seja feito diretamente com as instituições financeiras, sem a necessidade de acordos presenciais ou longas burocracias. Como forma de incentivo, o governo estuda utilizar recursos do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para oferecer um lastro às instituições bancárias, assegurando o pagamento dos valores refinanciados mesmo em caso de inadimplência dos clientes.

No início do ano, a equipe econômica definiu prioridades voltadas ao controle da inflação gerada pela guerra no Irã e à estabilidade dos preços. Agora, a meta é instituir o programa para famílias com renda de até três salários-mínimos — grupo que representa cerca de 60% dos trabalhadores formais no país. Além disso, o governo trabalha para evitar aumentos na conta de energia ao longo de 2026, em meio às preocupações com a alta nos custos básicos.

Ainda em fase de elaboração, o programa está sendo detalhado por técnicos do Ministério da Fazenda e deve passar por avaliações de impacto fiscal e de mercado. O cronograma de lançamento ainda não foi definido, mas o governo pretende apresentar as regras finais nas próximas semanas, buscando atrair o maior número possível de endividados e equilibrar incentivos às instituições financeiras com benefícios concretos à população.