
Líder americano pressiona por cessar-fogo e ameaça atacar infraestrutura iraniana (Foto: Instagram)
Em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e a um ultimato estabelecido por Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (6) que o Irã corre o risco de ser “totalmente dizimado” em apenas uma noite. A advertência faz parte da pressão americana para que Teerã aceite um cessar-fogo imediato e reabra o Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio mundial de petróleo cujo bloqueio vem provocando alta significativa nos preços dos combustíveis.
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Durante uma coletiva na Casa Branca, Trump detalhou que os Estados Unidos possuem capacidade de atingir rapidamente toda a infraestrutura estratégica iraniana. Conforme seu pronunciamento, um plano operacional prevê a destruição de pontes vitais, a paralisação de usinas elétricas e outros alvos-chave em até quatro horas após o lançamento das primeiras ações militares. O presidente ressaltou que o prazo para a reabertura do Estreito de Ormuz expira às 20h de terça-feira, caso contrário, o ataque poderá ser deflagrado.
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O presidente reforçou a contundência de sua mensagem: “O país inteiro poderia ser dizimado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”, afirmou, destacando a superioridade tecnológica e o alcance geográfico das forças armadas americanas. Trump ressaltou que o objetivo é forçar Teerã a negociar sob a ameaça de uma resposta militar rápida e devastadora, caso não haja acordo até o fim do prazo estipulado por Washington.
No mesmo evento, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ampliou a retórica de pressão, afirmando que “haverá mais ataques hoje do que ontem, e mais amanhã do que hoje”. Segundo Hegseth, a administração americana está preparada para aumentar progressivamente as operações militares, caso o Irã mantenha sua resistência. Ele enfatizou que o presidente não está disposto a tolerar bloqueios ou abusos que afetem o livre tráfego de navios no Estreito de Ormuz.
As duras declarações ocorrem após o envio de uma proposta de cessar-fogo em duas etapas pelo Paquistão ao Irã e aos países envolvidos no fim de semana. O documento, segundo fontes da Reuters, sugere inicialmente a suspensão imediata das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz, seguida de negociações para um acordo de paz duradouro. A proposta foi considerada “um passo significativo” por Trump, mas rejeitada por Teerã por exigir garantias de fim definitivo do conflito.
No último sábado, o presidente já havia ameaçado intensificar os ataques caso o Irã não cedesse rapidamente, lembrando que, com o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, o preço do barril ultrapassou US$ 100 (aproximadamente R$ 515). Uma exceção permitiu que um navio turco transitasse pela região, mas Trump sugeriu a imposição de tarifas próprias sobre qualquer cobrança de pedágio iraniano, sem detalhar o mecanismo. Do lado iraniano, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, condenou as ameaças como violações do direito internacional e possíveis crimes de guerra, alertando para as consequências globais.







